sábado, 25 de dezembro de 2010

A sombra da cantora Lunar.- parte II

A semana  foi passando e a ansiedade e  expectativa de todos com a apresentação de Lunar no programa do Raul Gil, ia se tornando uma vórtice de positividade e desejo de sorte para que ela fizesse uma boa apresentação.  Todos ali na empresa conheciam Lunar há anos e sabiam que se a fama lhe tocasse, ela não iria esquecer deles.
- Gente, eu amo vocês! - dizia. E todos sabiam que se tratava de uma verdade. Ela sempre esteve ali a ajudar um o outro. Até financeiramente, quando não dando o ombro para amigas que separando de um casamento ruim, ou tendo problemas com os companheiros.  Lunar, já chegou a cantar na noite para ajudar uma amiga a pagar uma divida  quase impagável para operarias como elas.
- E a música? Que música você escolheu para o primeiro dia de apresentação! - perguntou uma amiga.
- Gente, estou em duvida entre  Sinónimos e Como  nosso pais da Elis Regina!
- Como  nossos pais! Claro - disse uma.
- Sinónimos! É tão romântica. - disse outro.
Era um momento complicado, e ela tinha até quinta feira para decidir e para ensaiar com os músicos do programa.
Bete então entrou no vestiário causando a atenção do olhar de todos, que com alguns sorrisos controlados se expressaram.
Bete, não olhou para ninguém foi direto em seu armário. Nariz em pé se sentindo a melhor de todas, e isso parecia claro. Depois sobre o silêncio de todos como se ali não existisse nada além dos armários.
- Gente que cabelo que é aquele?
- Que roupa mais estranha ele veio hoje!
- Será que o  seu marido a viu assim.!
- Essa Bete tá cada vez pior!
- Ah! Gente eu não gosto de falar nisso, mas Deus me livre dela - comentou Lunar, e  deletou esses pensamentos focando os seus pensamentos e toda a sua energia para a apresentação  no programa do Raul no sábado próximo.
E finalmente Lunar pediu uma dispensa na quinta feira para Mauro o coordenador do setor para o ensaio do programa. O que Mauro concedeu desejando boa sorte.
Assim que soube  Bete cobrou de Mauro por que tal atitude.
- A política da empresa é satisfazer os funcionários. Funcionário satisfeito aumenta a produção. A senhora deveria saber disso.
-Sim, mas...
- E além do mais Lunar, não faltou um dia sequer nesses  nove meses do ano. Agora pode ir.
Mais uma vez na hora do almoço todos já estavam sabendo de mais essa repreensão que Bete sofreu do coordenador Mauro, e mais uma vez pela sua ira contra Lunar.
E no final do expediente no vestiário quando todos estavam se preparando para ir embora,  Bete entrou e pegou as suas coisas no armário, quando ouviu Lunar  dizer que a musica que escolheu para cantar em sua primeira  exibição no programa do Raul Gil era a musica Sinónimos de Zé Ramalho, ouviu uma gargalhada desprezível de Bete.
Uma olhou para a outra.
- O que foi! - Lunar se irritou e a intimou.
Bete olhou para ela, com prazer. Era tudo o que queria uma oportunidade para agredi-la.
- Você não tem voz para cantar essa musica. E além do mais se enxerga.
-Se enxerga você sua ridícula. 
-Ah! Eu! Olha só você que pensa que é cantora...
- Eu levaria isso a sério se você entendesse de música, mas nunca ninguém aqui te viu ao menos cantarolando parabéns a você...
-Aqui não é lugar de cantar.
- Você é infeliz.
- Olha aqui...
- Olha aqui nada! To indo, não tenho tempo para você.
Lunar saiu sobre o aplauso de todas e Bete, mesmo tendo tido o prazer de dizer o que disse a Lunar o que te deu bastante prazer,  ainda assim se irritou com aquele desprezo de Lunar pelo seu ódio e pela sua ira.
- Vamos ver segunda feira assim que ela for reprovada no programa se ela vai estar tão segura assim.- disse por final.
Todas pensaram em vaia-la, mas como Lunar havia ensinado, não valia a pena. Todas saíram do vestiário como se Bete não estivesse ali. 

A sombra da cantora Lunar. - parte I

Lunar,  bonita e simpática, sempre a disposição das amigas naquela manhã chegou mais acelerada do que nunca no emprego uma empresa  bioquímica  .

Todos acharam estranho porque Lunar nunca falava nas primeiras horas do dia para não danificar a voz e naquela manhã tagarelava como se o botão do start  fosse apertado e fixado para não desligar.

Na verdade Lunar estava contente demais por que  recebera a convocação  para participar no show de calouros do Raul Gil, onde se fosse aprovada após a primeira apresentação  poderia ir para a final e se vencesse, gravaria um CD. E se isso era maravilho o sonho de todo aspirante a cantor, para Lunar se tratava de uma oportunidade única de mostrar o seu talento.

Todos estavam contente com ela, e o alvoroço no inicio do turno chamou a atenção de Bete, a encarregada do setor.  Na verdade Bete  engole Lunar secamente,até quando pode pisar nela e  não se importa com isso. E por esse ódio por Lunar, Bete também se tornou antipática, intransigente e as vezes cruel com todos no setor.

O que lhe causou já alguma advertência do Coordenador do setor, Mauro. Bete  culpou mais uma vez Lunar por essa advertência. Odiando ainda mais. Bete inevitavelmente chamou a atenção de Lunar aos olhos de todos no setor pela algazarra que fazia e levou a conhecimento do coordenador Mauro o fato. E exigiu que Mauro tomasse uma atitude.
- Ela  fez com que todos do setor se atrasassem na produção em cinco minutos...
- Você cronometrou esse tempo.
-Sim claro, minuto a minuto.
- E porque não interviu no primeiro minuto, deixando passar cinco minutos? Afinal  Dona Bete a senhora não é encarregada do setor!
Bete silenciou-se e pediu desculpa. E ficou mais irritada com Lunar.

E no inicio do horário de almoço todos já estavam sabendo de mais essa falha de Bete. E comentavam  geralmente com sarcasmos e ironia  mesmo Bete estando próxima.
Bete ficou mair irritada. Agora culpava  Lunar por mais essa humilhação. E no final da tarde no vestiário,  quando Lunar tomava o seu banho entre amigas para irem embora, Bete chegou para se preparar para ir embora também, e ouviu  todas comentando que o pessoal do setor e de outro certo fariam um churrasco no sábado onde todos iriam para ver Lunar brilhar no show do Raul Gil.

Então era isso. aquela desgraçada iria cantar no show do Raul Gil - Bete sentiu o sangue subir a cabeça um nó seco na garganta. E se controlou para na fazer uma loucura.  Lunar tomou o seu banho e nua passou próxima da Bete mostrando o seu corpo escultural lindo, sem estrias ou celulite, peitos duros numa leve cor de bronze, coxas torneada, bunda perfeita. E além desse corpo perfeito, tinha talento também com a voz. Bete não suportou isso, era demais para ela. Uma mulher como Lunar linda, com talento para cantar e nada promiscua, como todos sabiam.

Afinal ela trabalhava na área de produção oito horas por dias, de segunda a sexta feira. Com aquele corpo e aquela beleza poderia estar se prostituindo ou arranjando um homem com posses se não fosse rico. Não ela estava ali, linda, profissional, amiga de todos, batalhando a sua vida. E finalmente agora a vida parecia abrir um porta em sua vida com a apresentação no programa do Raul Gil.

Bete, sentiu a sua cabeça girar, mas não podia desmaiar ali, não daria esse gosto a Lunar e a todos ali. Se trocou rapidamente e saiu como entrou no vestiário, calada em sua amargura pelo despeito e inveja de Lunar. Não Bete nunca admitiria isso.

Obrigado, por nos ensinar que o amor é incondicional.


Nesse Natal não vou apenas desejar um feliz Natal a todos. Nesse Natal quero agradecer a aquele que um dia teve a coragem de ensinar a todos que o amor e incondicional, pode se amar e perdoar quem nos ofende e quem nos alegra. Pode-se amar se você é azul ou incolor. Grande ou indivisível  goste de A ou de B, C D etc.
Pode-se amar, não é proibido não engorda, não causa dependência química nem alergia de espécie alguma.
Pode-se amar, e pede-se compreensão do outro. Difícil! Você acha! Tente então! Não tenha medo de tentar. Jesus Cristo não teve medo de amar.
Feliz Nata  e Obrigado. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um dia especial....

Novos vizinhos se mudaram recentemente a duas casas distante da minha. É uma casa que não tem muito espaço e a  garagem  está unida com um pequeno passeio de entrada,  cobertas e expostos por um portão imenso de grade. A casa é pequena e não tem muito espaço  e essa família trouxe um cão ainda novo e crescendo. Esse cãozinho fica sempre na garagem dia e noite olhando a todos que passam pela frente da casa e sempre tentando alguma amizade como aquele que pelo menos olha para ele. E eu  passando ali para ir ao super mercado, comecei uma amizade com ele. É um cão inocente em sua tenra idade e que faz amizade fácil. É só passar ali e estalar os dedos que ele vem pula, te lambe e late e faz a festa.
 A família não o quer dentro de casa e ali e fica o dia todo, colocaram um cobertor velho que ele já rasgou e parte ele usa como se fosse um fufy, um cobertorzinho que crianças abraçam quando dormem. Esse cachorrinho não tem um ursinho. Ele está crescendo, e agora apreendeu a latir. Late para tudo, como que conversando com todos que passam, seja o pessoal do gás  ou do correio. Late também para as testemunhas de Jeóvas e transeuntes habituais. Eu morro a três casa acima e acostumado com o seu latido dias desse eu estranhei o silêncio. Aquele cãozinho parou de latir. A rua continua com o seu movimento e por ser próximo do natal achei que esse silêncio se tratava pelo fato da família ter ido viajar e finalmente levaram o pequeno cão. Curioso passei enfrente da casa e vi o cão lá. Ele estava  deitado acuado encima de seu fufy, tristonho como só os cães e as crianças sabem expressar uma tristeza tão desalentadora num olhar que a gente sabe que é verdade. Estalei o dedo, chamei por ele e ele nada. Ficou ali quieto, triste. Então insisti e a porta se abriu rapidamente e  a dona da casa apareceu.  
- Olá, bom dia, eu moro ali naquela casa e passando aqui vi o cãozinho triste. Ele que está sempre alegre latindo e brincando com a gente...
- Ah, eu dei uma surra mele. Onde já se viu. Eu trouxe esses vasos de planta da casa de minha sogra e  foi só eu entrar para atender o telefone e ele cavacou todos os vasos e jogou terra por todos os lados. Esse piso frio é branco ficou preto. Peguei o chinelo e bati até ele saber que não pode mais fazer isso....Né Tupã, vai apanhar de novo se fizer isso.
Ela gritou para ele, olhando e estendendo a mão, ele coitado recuou com medo de apanhar novamente.
Então eu entendi tudo. Aquele cão que até então tinha só encontrado a alegria e o prazer de viver na vida, encontrou  uma atitude de dor e ira e ódio que até então ele não sabia que existia. E deve ter sido um choque para ele, mais que a dor das chinelada em seu corpo pequeno, era o fato dele saber porque ele tava sofrendo toda aquela dor e a reprovação daquela senhora e sua rejeição, já que ele devia ter aquela senhora como parte de sua vida. Aquele cão não sabia o que era um vaso uma planta, terra no chão. Para ele tudo era parte da vida, tudo para ser celebrado com as suas patas e focinho e latidos. Aquela senhora não era má, apenas queria aquela área limpa e bonita. E essas coisas acontecem com a gente também, quantas vezes não pensamos que estamos certo agindo errado e nem compreendemos que outro não vê o mundo igual a nós. 
- Mas ele não entende isso.- insisti.
- Chinelada todo mundo intende, sim. - disse ela. 
Bem conversamos sobre outras coisas e depois ela entrou dizendo que tinha que sair.
Eu  pretendia mostrar para Tupã que nem todos são iguais e fui pra casa peguei um bife grande e trouxe pra ele. Ele nem se aproximou, estava magoado mesmo. Então eu usei o velho truque de  fingir que tinha algo no colo, como um filhotinho e comecei a imitar, tentando, imitar um cãozinho chorando, desse recem nascidos. Tupã franziu os olhos e levantou as orelhas veio até mim, e ficou cheirando, eu então fiz um cafuné nele, e comecei a acaricia-lo. Passei algum tempo ali, dei o bife que ele comeu e no final da tarde ele já estava latindo novamente. Agora eu preciso acariciar aquela senhora e ajudar ela não mais usar o chinelo com os cães. Vou comprar algumas plantas  para ela. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O vice- presidente.

José de Alencar o nosso vice-presidente entrou numa fase ruim com a sua doença. E estranhamente como se cumprindo uma missão,ele que vinha carregando essa doença durante esses oitos anos de mandato do Presidente Lula e sempre ao lado dele, parece está se entregando agora que o mandato está acabando.
José de Alencar certamente entrou para história oficial e clara do Brasil assim como o presidente Lula.
E peço a todos que ler esse Blog que independente de crença, vamos orar e agradecer pela luta desse homem que lutou por esse país e provou a todos que a hombridade a fé o foco num objetivo e que descobriu ser capaz de ir até onde foi e fazer o que fez. Obrigado José Alencar- vice presidente do Brasil, mas Vice com a força de Presidente.

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Amigo, que bom encontrar um amigo.

Como é bom encontrar um amigo que há anos não se vê. É um prazer ver que ele está bem e a gente estando bem  também. Ai então a felicidade é plena.

Reflexões sobre a beleza.

Entender o olhar de uma pessoa sobre a outra é uma missão impossível. Porque o que um vê no outro o outro não vê o mesmo. Isso parece óbvio, mas as vezes parece tão disperso de nossas atitudes. Por isso quando o meu amigo na mesa do bar falou que a sua cunhada não gostava de homem bonito. A principio me pareceu preconceito. Sim preconceito com a beleza : Porque o cara é bonito ou é gay, ou é  galinha ou é chato. Nada contra os gay ou os galinhas e dos chatos eu só quero distância. Mas esse conceito de que a beleza não é confiável, me parece mais uma inveja revestida de preconceito. As vezes pode ser um conceito de gosto. É que somos seres o tempo todo se defendendo do outro e assim criamos conceitos para nos proteger de alguma decepção ou negação.  Ou seja um fora ou um pé na bunda. Somos assim. E também o belo sempre parece alguém distante. Como o feio demais nos parece desprezível. A verdade é  que apenas uma pequena porcentagem da população mundial é o que todos podem  dizer belo. Os demais como nós somos de médio para feio. Mas como somos maioria é mais fácil encontra um igual a nós e enfiar garganta abaixo... aquela historia final de que encontramos a pessoa certa... E tudo bem. A vida é uma escolha constante por isso somos livre. Mas é preciso derrubar os nossos preconceitos  contra as pessoas bonitas e belas, e as feias e muitos feias.  Pré-conceito  é o que de mais feio, barato e desprezivel podemos produzir.

Mulherada ainda...

Ainda na mesma madrugada de calor e prazer e  no mesmo bar um outro amigo disse:
-Eu perguntei se minha mulher me achava bonito!
Todos sorriam...
- Ela disse que não! Que eu era homem e homem não é bonito! Ela jamais se casaria com um homem bonito.
- Mas ela é feia!
- É minha mulher pra mim tá bom.
Então tá.

Férias ....e o velho assunto com os amigos...

Enfim férias! E aqueles dias em que se não faz nada, e até estranhamos com o fato de não fazer nada, já que estamos  acostumados a trabalhar e trabalhar onde o trabalho é o auge de nossa vida social. Mas vamos lá! Férias. E os dias vão se indo como se a segunda feira fosse uma prolongação de sábados e domingos. É aquela coisa de poder ir dormir lá pelas três da madruga assistindo filmes ou conversando com amigos em bares, sem se importar em acordar as seis da manhã no dia seguinte. E sendo assim, ao prolongar a vagabundice do domingo até as três da manhã de uma segunda feira em pleno Dezembro calor e clima gostoso, principalmente com amigos no mesmo perioldo de férias, que numa mesa redonda de uma boteco próximo de casa, cheio de gente como agente, é que inevitavelmente o assunto mulher veio a mesa.
Mulher gostosa, mulher chata, mulher que pega no pé. Até da Dilma alguém falou.
Mas após tantas teorias de boteco sobre a mulherada, um amigo veio com essa.
-A maioria da mulherada não ama...
Ama? Um homem falando de amor! A bebida abre portas que nem sabíamos estar dentro da gente...
E ele insistiu quando todos ficaram com cara de interrogação.
- Mulher não ama, mesmo. Ou se ama ela é que sabe lidar com esse sentimento que a gente não sabe.
-Como é que é?
-É simples. Voceis conhecem alguma mulher que caiu na sarjeta por causa de um homem. Alguma mulher que caiu na bebedeira por causa de um homem? Não, é difícil.E sabem porque!  Porque quando uma mulher ama ela faz de tudo pra ficar com o cara e se não  ficar, ela se vinga, não chora nem bebe nem cai na sarjeta que nem nois. Bando de mela cuecas que chora e se perder por qualquer mulher. Mulher é o bicho mais forte que conheço.
Todos silenciaram-se.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Coisas para se pensar!

Ao ler a história do meu amigo Nana Reis em seu site.- http//:cms.nanareis.webnode.com.br - não fique impressionado nem me espantei, porque algo parecido já me aconteceu. Não com um pato como ele relata em sua história, mas num apartamento que quando me mudei de São Paulo para Campinas, travei contacto com algo sobre natural e ao mesmo tempo modificador. Foi em meados de 8o, mais precisamente em 84 que após um mês  transferido para uma empresa em Campinas e tive que arrumar um apartamento para  morar. Queria um  apartamento por ser mais cómodo e seguro. Mas,  parece que as razões que fogem a nossa razão atuam em nossas vidas, as vezes. Eu acabei encontrando um  apartamento pequeno num edifício no centro da cidade de apenas 4 andares sem elevador e dois apartamento por andar. Era na verdade um local bem familiar. E fiquei contente. Dona Glenda era a mulher que cuidava de todas as coisas do prédio. Uma mulher muito carinhosa de seus sessenta e poucos anos, mas muito ativa, ou pro ativa como se diz hoje. E me mudei sem mais transtornos.O meu apartamento era o oitavo, logo no último andar  de frente para um outro apartamento que sempre estava com a porta fechada. Me instalei e toquei a vida. Subir e descer todos aqueles andares seria um bom exercício. E sem mais nem menos num dia, quando eu não pensava em nada e estava indo para o trabalho a porta do apartamento de frente se abriu justamente no momento em que eu ia saindo. Uma senhora, com mais de oitenta anos apareceu e como se olhasse para tantas coisas além de mim, começou a falar. Falava de seus filhos, da casa, do apartamento. E eu querendo ir trabalhar. Perguntei o seu nome, interrompendo a sua conversação mas ela nem me respondeu e continuou a falar, falar. Bem! Eu a interrompei novamente e pedi desculpas dizendo que tinha que trabalhar. Lhe  sorri e coisa e tal e foi educado e a deixei falando sozinho. Desci dois degraus e olhei para atrás e tudo estava silencioso. A porta havia se fechado e acho que magoei aquela senhora. O que eu podia fazer. Eu tinha que trabalhar. Voltei a noite e a porta estava fechada. Pensei em bater e pedir desculpa e conversar com ela, quer dizer ouvi-la, mas eu estava cansado e achei melhor deixar pra lá.
Na manhã seguinte lá estava ela, tagarelando sobre os seus filhos a casa os cachorros, e fiquei ouvindo-a até que tive que sair novamente e ela se trancar em sua casa. Novamente no dia seguinte e nos outros e até que se se passou duas semanas e eu não aguentava mais ouvir aquela senhora. Pensei em acordar mais cedo, para não encontra la, mas a qualquer hora da manhã que eu abrisse a porta lá estava ela.. Fui falar com com Dona Glenda logo que cheguei a tarde, e ela com um sorriso no rosto perguntou se estava tudo bem; se eu estava gostando do apartamento e precisava de alguma coisa. Eu disse que estava tudo bem, mas apenas que aquela senhorinha me estava incomodando. Eu não queria ser mal educado com ela, mas ela me pegava todas as manhas para reclamar de seu problemas.
- Eu sei que as pessoas de idade precisam de atenção, mas é que me falta tempo- Completei.
Dona Glenda me olhou com  surpresa.
- De quem você está falando, meu filho!
- Daquela senhora que mora no apartamento enfrente ao meu.
Dona Glenda, sorriu.
- Não mora ninguém naquele apartamento. Naquele andar só há você.
Fiquei gélido de espanto.
- Não é possível! todos os dias eu converso com ela!
- Uma senhora! Dona Mirtes morou lá a muito tempo, fazem dez anos que ela morreu. O seu apartamento esta em processo de partilha com os filhos que nunca vieram vê-la, nem nos natais. Ela morreu de desgosto. Ah! eu tenho uma foto dela, do último natal que ela passou comigo.
Dona Glenda foi correndo pegar a fato e não deu tempo de nem mesmo respirar e ao ver a foto, gritei que era ela. Dona Glenda contra argumentou que não podia ser. Mas enfim. depois de um silêncio, achamos melhor que na manhã seguinte dona Glenda levantasse as 6 da manhã como eu e subisse até o meu apartamento tomaríamos café junto e quando saissimos  ela viria o que eu vejo, ou então provaria que eu estou ficando louco.
Confesso que não dormir por aquela noite, e na manhã seguinte dona Glenda estava lá e depois de tomarmos o café juntos saímos e então a velha apareceu. Dona Glenda a viu, assim como eu provando que eu não estava louco. Dona Glenda ficou emocionada e tentou se aproximar da amiga, mas ela desapareceu fechando a porta repentinamente. Eu e Dona Glenda ficamos olhando um para o outro.
- O que vamos fazer!- perguntei.
- Vou pedir para rezar uma missa para ela. O seu espírito esta magoado e não foi para a luz.
Eu concordei. E descemos. Mas as palavras de Glenda ficaram em meus pensamentos, e ao saber que aquela senhora  em espírito estava magoada, tirou todo o medo que eu tinha da situação. Dona Mirtis podia esta morta mas era um ser humano, que estava sofrendo uma mágoa terrível que não podia deixa-la ir para onde tinha que ir. Não sou espirita. E não entendo nada de vida após a vida.Eu estava apenas olhando para aquela mulher com os olhos da compreensão de um ser humano, estando vivo ou morto. Apreendi que a mágoa a dor vai com a gente aonde  formos. Eu olhei para mim e vi, que aquela mulher precisava de alguém que lhe desse atenção. A atenção que os filhos e os netos lhe negaram por tanto tempo quando ela estava viva.  E então na manhã seguinte acordei mais cedo uma hora mais cedo, e abri a porta e lá estava Dona Mirtes. Então olhei para ela com sorriso, e amizade, e deixei ela falar, falar, falar até ela se cansar. E quando ela desapareceu eu fui trabalhar. Na manhã seguinte a mesma coisas, nas outras também, até que um dia ela fez uma coisa que nunca tinha feito. Ela sempre que falava, não olhava em meus olhos, olhava para além de mim. Mas depois de tanto ouvi-la, depois dela ter dito tudo o que estava dentro dela, em suas mágoas e ódios e dores, ela pareceu aliviada e  quando ia silenciado-se depois de falar tanto. Olhou em meus olhos e sorriu como que agradecendo a minha atenção. Eu dei-lhe um bom dia e fui trabalhar, na manhã seguinte acordei uma hora mais cedo, e abrir a porta pronto para ouvi-la. Mas ela não veio. Não veio nunca mais. Fiquei contente, e maravilhado com a possibilidade de descobrir em mim a capacidade de ouvir uma pessoa, mesmo estando morta, como no caso. E ouvir, é tão bom, porque as vezes as pessoas querem desabafar, tirar de dentro de si algo que não conseguem carregar e não tem que as ouças. Ouvir apenas, sem precisar dar conselhos ou conceitos  qualquer.  Daquela experiência em diante  apreendi a ouvir, a ouvir inclusive os meus filhos, meus amigos, a minha mulher e a mim mesmo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo.

Real Estate
Contador gratuito

Desejo um feliz NATAL e um excelente Ano Novo a todos os meus amigos e colegas de trabalho.
Jones. Pablo. Jaqueline. Natalia. Esio.Kely.Vicente.Irene. Wany. Fabio. Eliane. Rose. Maria.Amiguinho.
Douglas. Cristiano. Lilian. Val. Rodel. Melquior. Bete. Elaine. Vera.Zé. Porto. Leila. Antonio. Reinaldo. Bira.Negroponte. Beatriz. Marcos. Pedro. Valdir. Ze Antonio. Marcio. Gema. Douglas FP. Miriam. Jair. Lima. Regis. Valnsim. Heleno.Nana Reis . Heitor Gaminedes. 

Lara Eu ainda não acredito...- Parte Final.

-Você não disse se é casada!- perguntei em um desespero que não pude controlar.
Ela sorriu.
- Porque pergunta!
Eu fiquei perdido.
- Curiosidade ! - menti.
-Sou sim. Com o capitão do navio de cruzeiro que  eu perdi.
- Mas...
- Mas, você é muito jovem pra saber essas coisas de pessoas mais experientes. Espere chegar o seu momento.
- Acho que chegou!
- Como!
- Lara! Eu to parado na sua! Acho que me apaixonei! - Eu sabia de onde exatamente vinha tanta vontade de lhe dizer o que eu disse. Vinha de alguma coisa de dentro de mim que mudou a cada esfregada de pele que Lara me dava. - É sim! E é paixão de primeira, primeira vista. http://migre.me/sHeNT
Lara olhou para o céu sorrindo, como se comungasse com o cosmos e feito uma Deusa me olhou com certo cuidado.
- Ouça isso é coisa do momento!
-Não, não é e eu sinto!
- Vai passar!
- Mas Lara!
- Eu não posso te dar mais nada do que sexo, meu querido. Tenho filhos de sua idade, um marido nada fácil e amigos hipócritas. Por isso, vamos deixar essa noite aqui, nessa casa. E amanhã quando formos embora, tudo vai ter passado. Apenas uma noite de inverno passado. No passado. Certo. Acho que vou dormir.
- Mas espera!
- Boa noite!
Ela se foi, Breno apareceu e eu disse que Lara estava cansada e foi dormir. Breno se decepcionou, estava com gás todo.
- Cara que mulher é essa!- Ele me disse.
- É...
- Bem já que a festa acabou eu vou dormir. Que pena! A manhã agente volta! Eu ficaria com ela toda a noite, até amanhecer. Nunca me aconteceu isso..
- É.
http://migre.me/sHesy

Breno foi dormir, e eu fiquei na noite e pela primeira vez em minha vida aquela ida de Lara, me deixando só me deu uma dor que não puder entender. Um vazio, que me custou toda a noite até o amanhecer.  E naquela manhã como se aquela noite na tivesse acontecido. Lara apareceu e  sorriu um bom dia a todos.  Um olá meninos, tomou um café que Breno fez, pegou as suas malas e com um beijo na testa de cada um de nós tomou o rumo do portão e pegou o Táxi. Eu olhei para o mar então e entendia aquela imensidão toda. Era o vazio que eu estava sentindo.

Voltamos para Sampa, após embrulhar o barco do pai do Breno. E por alguns dias e semanas eu toda a noite encontrava a solidão toda vez que pensava em Lara. Sai com outras meninas, e com o tempo Lara saiu de meus pensamentos. Ela tinha razão aquilo que senti  por ela passou. Comecei a namorar. Mas quando um dia meses depois no shopping eu deparei com Lara novamente. Tão linda e sensual como aquela noite. Ela fingiu que não me viu, eu fingi que não a vi. Mas na verdade eu lamentei. Lamentei tê-la deixado escapar. Eu não acredito. Lara eu ainda não acredito que te perdi.

Lara Eu ainda não acredito!- Parte-III

Fiquei enraivecido ao ver Lara beijar Breno, e ao mesmo tempo em que tive vontade de socar aquele cara.  Eu fiquei parado no olhar dela. É que ela me olhava com sensualidade, como que me desafiando ao mesmo tempo em que beijava o Breno. http://migre.me/sHesy
Então me acalmei, ao ver o seu olhar, e comecei a ficar empolgado com a cena. Ela sacou e estendendo a mão, fez sinal para eu me aproximar, me chamou na cara e coragem para participar daquela beija e beija sem parar. Eu resisti. Pô! Dividir uma mulher com o Breno! Nem pensar!
Mas o olhar de Lara!
Eu não pude acreditar no que estava fazendo. Quando eu puder perceber, estava beijando a mão de Lara. Breno espantou-se parou de beijar Lara e me olhou.
- Cara. – Ele disse apenas...
- Calma meninos. Eu dou conta dos dois! – Disse Lara dona da situação e me puxando pelo braço.
- É que nunca fiz isso... – disse Breno.
Eu, nem pude resistir.
- Sempre há uma primeira vez! – Disse Lara Beijando Breno.  Depois ela me beijou.
Não pudemos resistir. A coisa começou esquentar. Lara tinha o dom de Beijar um e acariciar o outro. E então depois de tanto beijos ela tirou a parte de cima de seu biquíni, mostrando os seus peitos magníficos e foi quando eu respirei fundo. Breno parecia um caça a jacto, não parava de chupa-los. Aquele safado quietinho tinha um fôlego!
Rapidamente, ela tirou a parte de baixo do biquíni. O seu perfil mostrava as suas curvas s sinuosas e perfeitas. Uma bunda lisa e bronzeada que me deixou fora de si. Comecei a beija-la. Enquanto Breno, que cara chato, beijava a parte da frente. Depois invertemos e foi ai que eu que nunca tinha ficado com uma mulher mais velha, vi o quanto Lara era especial.
A sua menininha estava tão excitada quanto o meu menininho. Trazia um cheiro excitante, num triângulo perfeito mostrando acima um abdômen liso e sensual.  E  coxas torneadas e enlouquecedoras. Fui subindo aquele corpo com beijos demorados, até chegar a sua boca, passando pelos magníficos seios. E o que eu queria mesmo era ter aquela menininha só para mim, sentir o seu sabor, o calor quente e o mundo magico e divino do orgasmo.
E então toquei levemente tentando entrar, foi então que ela segurou o meu menininho com a mão e sorrindo me beijando em seguida pediu para que botássemos a camisinha. Ia começar a festa.
Enquanto Breno foi pegar as camisinhas, ela tirou a minha roupa e começou a me beijar. Descendo como uma mestra até o meu menininho e então... Ah! O paraíso existe.
O chato do Breno apareceu rapidamente com as camisinhas querendo do mesmo e Lara magistralmente, soube dar conta dos dois. Por um momento Breno deixou de existir toda vez que ela me tocava com a sua boca maravilhosa, eu fechava os olhos e delirava. Depois sentia  os sussurros de Breno. –  Ninguém merece.
Lara então num ato de quem domina a todos ali, me deitou no chão colocou a camisinha e então me fez sentir o seus lábios quentes penetrando em meu pau. Ela então com habilidade começou a me cavalgar, mostrando os seu corpo em sintonia com o meu, deslumbrando-me com os seus seios  hipnotizante. Ao mesmo tempo ia chupando o pau de Breno.
Depois foi a vez de Breno ser cavalgada por ela e ela me chupar.
Fizemos várias outras posições, e por fim com a insaciável vontade Lara, explodiu em gozo, deixando eu e o Breno um pouco assustados. Lara gritou, e contraiu a sua vagina no meu pau e mordeu o pau de Breno. Mas nem percebemos, gozamos também.
A noite veio e não pudemos resistir a Lara. Comemos alguma coisa, bebemos, tomamos banho de piscina. Mas Lara vinha de hora em hora, nos atacar e dominar e fazer de nós o que lhe desse na cabeça.
Estávamos dominados por aquele momento de sexo e respiração e orgasmo e fascinação por um corpo de uma mulher tão especial.
E foi ai que eu comecei a ficar incomodado com a situação. É que não terceira transa. Lara começou a parecer só minha. Aquele seu corpo o seu poder de dominar a situação a sua certeza como mulher, me pareceu ser só meu e não queria mais dividir com ninguém nem mesmo com o meu melhor amigo Breno.
Aproveitei um momento em que Breno foi ao banheiro e comecei a tocar Lara. Estávamos sob uma noite fria num céu estrelado que só pode ser visto na praia, e sentados nus nas  espreguiçadeiras a beira da piscina. Era já um momento romântico e naquela pausa dramática onde um olhava para o outro, eu comecei a conversar com ela.