segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um Barco Rumo ao Caribe, mais um trecho.

Mais um trecho do meu romance. Um barco Rumo ao Caribe. disponível no site. Agbook e Clube dos autores. Boa Leitura

Uma chuvarada que não para. Tem!Tem! Tem! Um tem-tem infinito pinga as goteiras! Umh! E essa secura de mulher. A chuva. Liga o rádio. Ouve qualquer coisa, mesmo uma regravação.  Vanessa Da Mata.  A chuva. Ascende o desejo de possuir um corpo feminino e ele estar ao seu dispor! Pronto lá vai, pensou em quem? Se ela estivesse aqui!  Ah! A sua boca quente na minha engolindo a língua, depois a mão correndo, pegando alisando carinhos vão carinhos vem. A sua coxa lisa. . Pronto... O corpo de Isabela, coladinho ao seu. A chuva insistente. Nada de jura de amor. Uma noite quente como aquela não precisa dessas coisas de compromisso.  (A sua mão acelerou o movimento.) Isabela. Isabela. Isabela. O desejo precisou de um tempo. Respirar. Manoel se limpou antes que alguém visse o que fizera. Não fizera, apenas pensou, desejou. E desejar é um jogo, que não se ganha ou se perde, sempre se joga.  – Nando Reis já cantava agora no lugar de Vanessa da Mata.  A chuva não parou e duas horas da manhã indo para as três...