segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Melquis e Um estranho concurso.


 Naquela manhã fui a padaria comprar o pãozinho sagrado do dia a dia, quando vi um cartaz anunciando Um concurso de mulher diferente.

Mulher diferente?

- Que tipo de mulher seria essa mulher diferente? – perguntei a Cícero o dono da Padaria

- Nos aqui estamos imaginando que seria mulher feia!

- Santo Deus! Como podem!

- Dê uma olhada nos organizadores do concurso.

Lá estava o nome de Mário e Valquíria. AH! Só podia ser os dois.

E em letras grandes a Frase.

“Não faça mais parte da maioria, seja diferente, seja você.”

Não tive duvidas ligue para Mário.

- Que concurso é esse. Mulher diferente.

- Queremos sai do padrão. Melquis. Não dá mais. Há milhares de mulheres no mundo, diferentes e sensacionais como a Valquíria, porque todos tem que ser bonitas.

Mário me desarmou. Eu fiquei sem resposta.

- Não queremos nem uma miss, nem globeleza, nem capa da revista sexy. Queremos a mulher comum, mas com uma diferença a mais.

- Que diferença?

- Magra ou corcunda Anã ou obesa, e assim vai. E olhe só, já temos mais de duas mil inscritas em três dias de divulgação na internet e pela cidade. Vai ser sucesso.

- Vai! – Eu disse sem estrutura alguma.

- E você foi escolhido para ser uns dos jurados.

Pronto. Mário e Valquíria me “convidavam” mais uma vez a participar de suas armações.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A fé em sua força.


Lembrando-se de seu passado árduo, Muvoski não teve medo de seguir enfrente. Graças aos seus tinha em sua mente a força de se estar vivo e se estar vivo é exercer a força que nós faz querer, desejar, sofrer, sentir... Muvoski veio do sul, como todo descendente de europeu daquelas bandas, não tinha medo do frio da chuva do calor nem da solidão das estradas, ou o perigo da noite nas estradas. Não passou fome totalmente, mas racionou o alimento e o dinheiro para comer. Bebeu bastante agua e “Chimarrão” sempre. Para Muvoski o seu objetivo conquistar a Metrópole de tantos desejos. Não quis ficar em Porto Alegre, nem ir para Brasilia ou para o Rio. São Paulo, lhe chamava em canto de seu coração desde que a viu pela primeira vez ainda criança quando os seus pais passeando por ela, apresentou-lhes  os  museus, teatros e regiões de compra. Imensas  lojas de departamento como o Mappin e a Mesbla que já não existe mais. Era um sonho, dias lindos sobre a mão segura de seus pais e que agora com os próprios pés poderia investir nesses sonhos nesse desejo guardado.

Muvoski ao chegar à cidade, encontrou logo uma pensão para morar. Encontrou também gente de todo o mundo. Português, Italianos, Indianos, moçambicanos e haitianos, eslavos e Nossa tanta gente... Era isso que queria um pouco do mundo ao seu lado. São Paulo lhe dava isso. E lhe dava emprego e nem esquentou a bunda e logo encontrou emprego. Os demais da pensão também. Podia não ser o emprego do sonho, mas sem dinheiro não irão ficar.

Muvoski sabia que teria que investir mais, se acomodar já mais.  E do emprego onde fez amizades, encontrou contatos, arrumou um emprego melhor, depois outro e outro. Guardou dinheiro. Não se importou de andar três horas de ônibus todos os dias. Não se importou com seu emprego. Deu muito valor a sua força de vida, de estar vivo e poder ir e lutar e conquistar.

Muvoski que plantou fumou, lavou pratos, varreu hospitais agora tinha um taxi. Mas o seu objetivo o seu sonho o seu desejo guardado é também uma ideia. Uma ideia que descobriu ser fundamental e que aquela metrópole precisa muito. Uma ideia que somente o dia a dia de São Paulo poderia lhe dar.

Muvoski iria economizar o ano todo com o dinheiro do taxi, e no ano que vem abriria uma firma de pequenas entregas a custo justo e rápido.  E mesmo que dormindo 4 horas por noite, Muvoski não perdia a fé em sua força de realizar, de conquistar e na cidade que lhe deu oportunidades e depois se sabe lá qual boa ideia viria na necessidade do dia a dia da Metrópole fundada por Jesuítas e índios e construída por gente dos quatro cantos do mundo como ele que não tiveram medo da força que a vida lhes deu.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pode-se medir a tristeza?

Ana se perguntou quando um amigo a interrogou o porquê ela não chorou na despedida de um amigo querido do trabalho. Afinal, todos ficaram emocionados com as palavras de gratidão, carinho e companheirismo que dirigiu a todos.

“Mas eu fiquei emocionada sim” – respondeu Ana ao amigo.

“Não pareceu!” – insistiu o amigo.

“Mas é preciso chorar lágrimas como todo mundo para mostrar que estamos emocionados, tristes e felizes?” – disse Ana já irritada com aquela insistência.

“Geralmente as pessoas choram sim para dizer que estão tristes  ou felizes.”

Ana não disse mais nada, ficou preocupada. Talvez o amigo tivesse razão. Enfia a festa de despedida do amigo acabou todos foram para a casa. Ana ao se deitar ainda tinha as palavras do amigo em seus pensamentos lhe perguntando constantemente o porquê ela não chorava.

Ana foi buscando sem seus pensamentos e  como a uma conta numa tela digital foi se lembrando das vezes que nunca chorou . Cenas de filme, cenas de novela, . Nascimento de primos e filhos de amigos. Casamento... E... Acho que todos tem razão...

Então Ana se lembrou de sua avó.  A sua alma se iluminou  imediatamente.

O carinho e a segurança do  colo de sua avó percorreu as suas emoções, destravou antigas felicidades presas em seus sentimentos contidos. Felicidade e carinho vivido constantemente ao lado de sua avó. A mesma avó que a criou desde sempre que se lembra.
 
A mesma avó que lhe deu  doces e amor, a mesma avó que sentia ser sua mãe, a mesma avó que amou como mãe e avó . A mesma avó que adoeceu fatalmente e Ana viu definhar durante anos, e mesmo assim não deixou de dar amor.  E quando um dia o ciclo da vida se cumpriu a sua avó morreu. Ana sentiu o tamanho da tristeza de ver a morte de uma avó, de uma mãe de uma amiga.
Ana não suportou tanta dor. Tinha 16 anos, e pela primeira vez em sua vida no corpo, nos sentidos.  Ana chorou então o dia todos do velório, do sepultamento e durante dias e meses a perda da  avó.
Compreendendo assim o tamanho de uma tristeza, não se importando mais com tristeza menores do dia a dia.
Naquela noite ao se lembrar de sua avó, chorou mais uma vez de saudade alegre das coisas boas vividas. A partida dela já não tinha mais importância, se vai mesmo nessa vida. Agora estava bem sabia que não era nenhum ser frio e seco que não chora as suas emoções. A morte de sua avó  lhe lembrava sempre o tamanho de uma tristeza.



 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Siribipiunas , uma testemunha.

As árvores da Rua 4 na zona leste  nunca foram testemunhas crível, para a justiça. Mas uma Siribipiunas de alguns conturbados 23 anos, guardava  em seu tronco o projetil  de um disparo que  disse adeus e vá  com Deus e ele foi mesmo a   Waldisnei  Perrone Alcântara.   

Claro que o homicídio e todos sabem está calcado na ancestral razão de matar que todo homem carrega consigo. A inveja! – sim ela também. Mas   no caso estamos falando da primeira razão. Dinheiro.  E um pouco de poder. Bastante poder.

Waldisnei e dono do Hotel Alcântara, hotel 4 estrelas   que herdou já prontinho e que cada  alma que se hospedou nesse hotel  com suas diária pagas contribuiu, para o caviar, o champanhe as viagens de cruzeiros e as Mercedes que Waldisnei trocava todo ano.

Mas ultimamente, Waldisnei que virou espirita recebeu a visita de um velho amigo que se converteu também a uma dessas religiões pentecostais e que são contra ainda não se sabe por que, ao espiritismo. – Há ai mais uma velha disputa de razões e ponto de vista que tem acompanhado nos humanos que não sabemos o que somos e nem porque aqui estamos.

Waldisnei recebeu propostas tentadoras para se tornar pastor e abrir centenas de igreja pelo país. O lucro é certo, disse o amigo, já que se não paga impostos sobre a exploração da fé.

Waldisnei nunca aceitaria porque  nunca trabalhou na vida, apenas administrou bens em sua vida. Por isso, qualquer compromisso com horários rígidos o incomodava.

O amigo o acusou de ter um pacto com Satã, já que para ele o espiritismo é regido por esse grande inimigo do mal criado por Deus. Porque Um ser criaria um inimigo? Ao que se sabe Freud morreu sem explicar convicentemente essa questão.

E o fato é que a briga entre interesses, dinheiro e trabalhar e não trabalhar se intensificou até o ponto em que...

A policia ainda investiga se Robnilsom o amigo pastor de Waldisnei é o autor do projetil encontrado sobre o silencio da siribipiunas da Rua 4 na zona leste.

Os fiéis seguidores de Robnilsom estão protestando como perseguição religiosa não da mesma maneira que perseguem os espiritas, macumbeiros, e as Testemunha de Jeová. A imprensa não deu muita  atenção ao caso. A população também não.

Apenas a siribipiunas parece querer que resolva o caso rapidamente porque aquele projetil em seu tronco incomoda o fluxo de suas seivas.  

sábado, 30 de novembro de 2013

Quando não há nota destoada.


A guitarra na sua e nem ai para o mundo, gritou os seus acordes.  Imperfeitos, impróprios talvez para bons ouvidos.  Levaria uma década para apreender a tocar como B.B.King. Mas e daí, a cenoura levou milhares de anos para ficar como uma cenoura.  

Do outro lado da rua algum barulho estranho tocou os seus ouvidos. A guitarra ficou de lado, assim como os seus pensamentos. Daiana olhou naquela direção. Uma oficina mecânica um ronco de uma moto arruinou as  notas que tinha em menta para tocar a guitarra. Irritou-se com aquela novidade. Porque um ronco de moto? Porque um cavaquinho, um piano ou mesmo um pandeiro. Era uma moto!

Centena de moto passou pelos seus tímpanos e nunca se importou. Daiana desceu do vigésimo terceiro andar de sua vida, e atravessou a rua.  Uma nuvem parece apenas uma nuvem a nossa desobeservação diária, metidos nos problemas alegrias de nossos mundos íntimos. Beleza!

La estava o barulho a perturbar? Mas o que perturbava... O ronco da moto? Não! A insistência do barulho? Talvez!  E ao chegar Daiane percebeu como a uma composição de Chico Buarque a estranheza das coisas organizadas poeticamente em nosso dia-a-dia, às vezes sem champanhe.

Agora etérea e leve logo após cair de um penhasco do tamanho que se imagina quando cai. Viu a razão de sua irritação! Ops! Curiosidade!

Alfredo! –Nome se sabe bem antes das modas de hoje em dia. Cleversom, Kaique, Luan. – Tinha o seu jeito de acelerar a moto e causar pausadamente uma vez e duas intensas o ronco, o te-te-te-re-te... O bummmm e todas as interjeições que estão em nossa memoria quando se diz moto. Para Daiane, no entanto era único e igual a nada que se lembre. Assustador e gelo derretendo algo que lhe pertencia e escondera na Antártida em sua alma.  

Alfredo olhou para ela e não sorriu. Ao acelerar a moto soube quando Daiane sorriu que eles seriam parceiros.  Daiane sem se importa se era um bom ou não homem, trouxe a sua guitarra e sentou-se ao seu lado. Tocou suavemente que se percebia apenas quando Alfredo nem ai para o mundo acelerava  lentamente a moto .

Aquela oficina anos mais tarde tinha Henrique de cinco anos que todos sabiam seria um bom baterista, talvez pianista... Alfredo e Daiane que nunca estiveram onde não queriam não se importava com as escolhas do filho, que um dia encontraria a sua nota certa nessa vida...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Uma pedrinha no caminho!


Azul caminhava porque teria que chegar até o seu ponto no quadro.  Era lá que sentia ter que estar, sentia mesmo do fundo de seu tom que nascera para estar ali.  E mesmo que o caminho o desvia por vezes para outros pontos, outras cores que se diziam amigas e o levava para outras aquarelas, Azul não tinha duvida.  Era naquele ponto do quadro que iria estar. Mesmo que muitos o atrapalhassem e o desviasse Azul ia até o seu ponto.

Azul, encontrou muitas pedras em seu caminho tirou muitas pedras de seu caminho, algumas vezes eram rochas, e mesmo assim sempre achou força para lidar com elas. Vibrava às vezes, outas vezes cansado e exaustado ficava apagado, mas estava sempre em seu caminho.  Era a sua vibração de cor naquele quadro.

No entanto ultimamente Azul, estava se apegando demais as pedrinhas em seu caminho. Não as pedras, nem as rochas, mas as pedrinhas. As pedrinhas sim. Pequena pedrinha que encontrou em seu caminho e que varias vezes ignorou, chutou para o lado e desprezou.

Mas dessa vez, essas pedrinhas vinha lhe tomando muita força e atenção. Azul não seu deu conta, e investia força e tempo para  remover essas pedrinhas, que na verdade não lhe atrapalhava o caminho, era apenas chutar para o lado, desviar, ignorar e pular. Azul não conseguia e não pulava, ia tentava remover e às vezes sentia magoa por essas pedrinhas estarem ali, depois desanimo e até tristeza.

Azul perdeu dias tentando tirar as pedrinhas, e cansado e consumido por essa força em querer remover as pedrinhas que não atrapalhavam em nada o seu caminhar até o seu ponto no quadro, Azul olhou para si e se viu desbotado. Sentiu-se desbotado.

Então se sentou na beira do caminho, descansou, tomou mais luz e luz até chegar ao tom de sempre. Para isso, tirou as pequenas magoas as pequenas vaidades, os pequenos medo e acomodações e deixou as pequenas pedras para lá. Depois de se descansar se levantou e seguiu o seu caminho.

Sabendo que num caminho nem todas as pedras tem importância, nem todas as pedras parecem ter importância que lhe damos para atrapalhar a nossa caminhada.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Salvando um amor!


O convivo diariamente com as mesmas pessoas pode nos trazer alguma ausência de percepção em relação ao sentimento do outro. 

Leo se deu conta disso.  E talvez fosse tarde demais, mas não muito tarde o suficiente para poder reverter o quadro.

Leo e Bia estão casados há dois anos, mas namoraram desde sempre. Sabiam muito um do outro, mas a rotina do casamento, as contas para pagar e a manutenção do lar e da vida a dois, começou a atuar mais fortemente e suas vidas, coma a uma pessoa indesejada. Já haviam experimentado isso em alguns momentos de seus namoros, mas era um namoro. E assim como todo namoro cada um volta para sua casa depois de namorar. Agora eles tinham uma casa em comum e uma vida que não estava muito legal.

Leo às vezes deixava de fazer as tarefa que Bia pediu. Não por maldade, mas por não ter tempo. E Bia às vezes deixa de dar atenção a Leo não por maldade, mas o tempo. O Tempo era pouco mesmo.  Então começaram as brigas, os desencontros, às vezes até a falta de interesse de um pelo outro causado pelo stress e por  tantas outras atitudes. E nos últimos meses e mais recentemente últimos dias algo tenso se instalou na relação. As brigas ficaram mais constantes e o com toda briga vem o desanimo.

Leo gosta de Bia e gosta de estar casado com ela e gosta de seu emprego também.  E por todos eles, pensou que deveria fazer algo. E o fez.

Tomou a iniciativa de ir buscar Bia no trabalho e a levou para jantar. Bia estranhou. E por algum instante pensou que aquele jantar não fosse algo tão bom e romântico e. Mas aceitou o jantar.

Leo ficou contente. E pensou que durante o jantar poderiam expor todos os problemas que estavam enfrentando e os dois juntos encontrarem uma solução. Quem sabe se fizessem uma planilha para as tarefas do dia a dia ou entrassem num curso para casais iniciais ou terapia de casal.  E na verdade Bia esperava essa conversa naquele encontro também.

Mas Leo desistiu de todas essas possibilidades e resolveu ser encantador, tentar encantar Bia novamente e deixar que ela o encantasse também. Planilhas? Disso falariam em outro momento! Agora era importante em encontrarem o encanto que o fizeram se apaixonar um pelo outro e depois a cumplicidade para resolverem os problemas do dia a dia que se tornam probleminhas diante do encanto recuperado.

domingo, 3 de novembro de 2013

O poder da massagem.


 A suas costas estavam livres todo o seu dorso estendido sobre a luz cálida e serena. Um som de água escorrendo vinha de uma fonte artificial. E seus desejos aguardavam serem atendidos.  Eu comecei pelos pés, suavemente tocando os seus dedos e descobrindo o prazer que isso lhe dava. Eram pés bem feitos, bem cuidados e macio. Depois minhas mãos me levavam pelas pernas sentindo-as lisas bem torneadas.

Eu estava pronto para ir, mais longe naquele corpo, mas ela pedia mais carinhos de minhas mãos. Tive que conter a fera do desejo em mim e cuidar com todo carinho de dar a ela o meu carinho pelas mãos massageando o seu corpo.  

Então cheguei a sua bunda. Estava ali para mim, farta linda,  e minhas mãos souberam acariciar e respeitar, mas  não deixar de adorar,  desejar. Ela sentiu mais confiança em mim. E eu mais carinho por ela.

Agora minhas mãos acariciam em massagens relaxante e persistente a sua lombar. Senti alguns nervos tensos, e com habilidade as minhas mãos tiraram esses tensão. Ela ficou feliz, e minhas mãos puderam  senti isso em seu corpo.

Então em seus ombros e dorso eu pude massagear com mais densidade.  Ela parecia dormir estar entregue ao mundo do alivio da suavidade de alguma paz e segurança que eu lhe dava e isso eram bom para mim também. E assim como ela eu não queria que  aquele momento não  terminasse nunca.  

E quando ela ficou saciada de tanta paz e massagem ela se levantou e sorriu para mim.

- Agora é a minha vez de te fazer massagem.

Aquela tarde de sábado então se prolongou até a madrugada de um domingo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pequenas brigas que devemos evitar.



Às vezes no curso do dia a dia,  sua monotonia e estresse do trabalho e das conquistas a qual todos nos estamos entregues  em grau maior ou menor , nos deparamos sem perceber com situações que nos irrita a principio, depois se alimentarmos e fazemos isso. O que  depois essa irritação   passa para um raiva, uma birra , uma perseguição até chegar numa discussão ou  numa  briga tola  sem proposito.  E brigamos Santo Deus, por coisas pequenas como: Um copo encima da pia; um cigarro fora do cinzeiro, um cão que late, um cara que passou e te esbarrou, um sinal de semáforo aberto  onde  o motorista da frente nem percebeu e esta olhando a gostosa passar. É um saco eu sei! E assim  tantas outras pequenas  atitudes ou coisas que o leitor deste post, certamente também tem a sua lista.

Vou contar o meu caso recente.

No escritório em que trabalho tem um funcionário que fuma. E além de fumar ele parece ter problemas em querer causar sempre. Alguma ausência de carinho de mãe na infância, talvez gênio descontente e infeliz, talvez alguma revolta, ou talvez sintomas da maconha que ele fuma. Seja o que for o fato é que ele vive querendo achar discussão em tudo.  E maiorias das pessoas caem na dele, eu sempre evitei qualquer conflito por não me interessar.  

Até que um dia ele conseguiu me irritar. Temos uma área de convívio, onde tem uma área para fumantes, e justo lá também tem uma planta que algumas funcionarias cuida. E esse fumante propositalmente deixa ali dentro do vaso o cinzeiro. Eu fiquei irritado com o fato , tirei o cinzeiro do vaso e ele querendo desafiar colocou novamente. Fui e tirei novamente. Ele colocou. Até que num momento eu entendi que ele queria mesmo brigar.

Então olhei para ele e disse.

- Essa briga não vale a pena!

E deixei o cinzeiro no vaso. Todos virão e passaram a tomar a mesma a atitude. Claro que ele se achando vitorioso e não querendo aceitar o fato que não  nos irrita mais, passou a jogar cinza pelo chão da área de fumantes. O que não nos irrita mais também.  E ele persistiu por semanas testando todos nós. Mas como havíamos descoberto o seu ponto fraco, não nos importamos até que ele Derrepente passou a não jogar mais cinzas nem colocar o cinzeiro na planta. Tão obvio, tão tolo e simples, mas que realmente acontece.

Ok é a estratégia dele em querer causar brigas.

Para mim foi uma boa lição em que apreendi que pequenas brigas não vale a pena ser compradas. Não me desgastei e essa irritação ficou somente para o fumante. Uma hora ele vai apreender ou vai passar o resto de sua vida com essa atitude e o custo será no final todo dele.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A simplicidade de um momento inesquecível .


Às vezes o acaso o inesperado traz momentos de pura singeleza, mas por isso mesmo, por serem tão singelos simples e inesperados que se tornam momentos inesquecíveis, momentos em que se tornam eternos em nossos sentimentos. Eu já vivi momentos assim e acredito que todos tenham vivido momentos assim. Claro que a turbulência do dia a dia nos faz esquecer esses momentos, a sobrevivência em que nos metemos nos faz esquecer esses momentos. Mas como um bumerangue do destino e de alguma coisa divina, esses momentos voltam e nos faz valer a existência.

E comigo aconteceu novamente. http://migre.me/tatxV

Sábado passado, quente e com vento, onde trabalhei até às 21 horas eu e mais alguns colegas de trabalho. E ao sair do trabalho não tínhamos nada em mente ao não ser voltar para a casa, tomar uma ducha e aproveitar um descanso e a família, mas algum click ascendeu em um de nós e ele disse.

- A gente bem que podia tomar uma cerveja  bem gelada!

E ai outro click no outro.

- Sabe o que seria bom! É a gente fazer um churrasco com cerveja bem gelada.

E outro Click.

- Cara! Eu estou com o meu cartão! Se quiserem é agora! – disse outro.

E então o click final.

- Porque não vamos para a minha casa, eu tenho um churrasqueira a minha  família tá nos esperando e vocês podem levar os seus.

Então todos ligaram para as suas famílias e assim como a magia da noite estava soprando para convergir para o singelo simples e poético de encontro, todos aceitaram. E enquanto nossas famílias se aprontavam, nós fomos de uniforme da empresa ainda comprar as carnes, as bebidas, os doces.  Passamos em casa e pegamos as nossas famílias, e nossas famílias que nunca haviam se conhecido mesmo ao tempo em que temos de trabalho junto naquela noite puderam se conhecer e saber um pouco mais de cada um de nós.

Não, não houve pratos especiais nenhum banquete, não era uma festa de gala, nem nada importante. Era apenas o acaso e as pessoas aceitando o convite que ele fez aquela noite em um momento de suas vidas serem um pouco mais felizes numa noite de sábado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Um balcão de bar, conhaque e um papo sobre mulheres.


Dia desses encontrei com um velho amigo e conversa vai conversa vem chegamos ao velho e bom assunto. O lance com a mulherada.  Ele não anda bem nesse assunto para dizer a verdade. Eu achei que  ele estava se lamento o que me dá no saco.

Como alguém pode se lamentar das coisas nessa vida! Mas depois que o ouvi achei que ele tinha certa razão.  Vamos dizer que o nome dele é Mário e não vou descrever como ele é. Ele é! E é!  E tá bom! Mas um fato é muito peculiar a ele.  Ele é fraco pra bebida, qualquer bebida. Até suco de cupuaçu! E foi bebendo uma dose de conhaque uma dose apenas que ele me falou de sua ultima aventura na noite. Uma noitada típica do Mário.
E sem mais blá blá vamos a noitada dele num dia da semana passada.

“Eu tava na maior fissura - ele me disse - E  tomei um esquenta, passei um desô e sai pra noite. Cheguei num bar ali na Cintra e fiquei tomando no balcão. Olhando o movimento. Em frente tem  uma danceteria e entra mina sai mina. Cada uma!  Já  pelas três da manhã  tomando um café no mesmo balcão via a garota  aparecer para comprar cigarro. E ela olhou pra mim "rapidinha" e sorriu. Eu fiquei na minha. Não sou carente! Depois tinha a noite toda pela frente!
Ela então se aproximou.
- Eu te conheço de onde...
- Toma uma cerveja ai!
- Mais você tá tomando café!
- É pra da um esquenta! Entende!
- Não! Mas de onde eu te conheço! De algum lugar?
-  Ih! Vou lá sempre!
- Onde?
- Nesse lugar que você falou! Algum Lugar! Fica na  Avenida Henrique... Não?
- Acho que me enganei!
- Ei fica ai, vamos tomar uma cerveja!
- Você já disse isso!
- Mas e dai! Fica!
- É que estou com uma amiga e  dependo da carona dela!
- Eu te levo! To de carro!
- É!
- É sim! Tá vendo aquela BMW vermelha!
- Aquela ali?
- É sim! O fusca bege  insufilmado e rodinha de dente do lado da BMW é ele! Meu tesouro!
- Ah! Tá! Fica pra próxima. Eu tenho que ir  mesmo!
- Fica toma um café!
- Falou cara!
O Mario então olhou para mim e disse.
- E assim cara! eu to no balcão e as minas sempre puxa conversa comigo. Sei -lá acho que tenho açúcar! Doce, doce.
- Mas a garota voltou e vocês ficaram?
-Não que nada! Depois veio outra e outra. Até que fui embora já era seis da manhã .
- Entendi!  Então vamos beber aqui e  juro que se aparecer alguma garota eu saio não quero atrapalhar essa sua atração.
- Beleza. Cara. Mas relaxa. Eu sei como lidar com a mulherada.
Eu concordei.  Eu apreendi nessa vida ser humilde e apreender sempre com o outro. Mário, tinha muito a me ensinar sobre como conquistar as mulheres.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um encontro e o medo do outro.

Ao me sentar ao seu lado acho que perdi algum medo. O medo do outro. Sempre tememos o outro por uma série de razões. Talvez por medo do outro ser o outro ou por ser um desconhecido. Talvez pelo outro ser alguém melhor, alguém que ganhou mais graças do criador da vida. Talvez tenhamos medo do outro por ser um perigo, o outro pode temer a gente como tememos ele e assim nos matar. Talvez o outro seja o que desejamos ou o que odiamos.  O outro o outro,
Mas encontrar com Natalia  não me deu medo. Medo do que ela ia pensar de alguma gafe que eu poderia cometer, medo de sua opinião sobre a minha roupa ou os meus rrrs e llls. Todos os medos que temos de um encontro. De um primeiro encontro. 
Natalia não me deu esses medos, quando s se aproximou olhou diretamente em meus olhos, sorriu me dando a certeza que ela queria me conhecer e se apresentar a mim.   E como a um jantar informal minutos depois já falávamos de gosto incomum e bem o resto é bastante íntimo e pessoal para se expor.
Mas o que me fez refletir sobre o outro, foi o medo que temos do outro. É um medinho, um medo ou medo maior. O medo não é ruim, é benéfico e nos protege e dá limite, mas saber lidar com o medo e dosar em nossas relações  pessoais ou profissionais  é seguramente uma colheita de bons furtos especialmente os frutos desconhecidos. Outro medo que nos impulsiona a coragem.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os acertos e erros de nossas escolhas!


 
Três ladrões estavam de olho naquela casa há dias, sabiam que uma mulher morava só ali. O primeiro roubaria qualquer coisa para comprar droga; O segundo roubaria porque era a única coisa que sabia fazer na vida e não por falta de oportunidade, mas porque a roubar era a coisa mais fácil e como não gostava de trabalhar era o seu sustento; O terceiro ladrão iria roubar aquela casa, porque jovem ainda não tinha apreendido outras coisas na vida a não ser roubar. Era a sua cultura, e estava revoltado com o mundo. Os ricos roubam, os políticos roubam os países ricos roubam os países pobres estupram as suas meninas e nada acontece. 

O primeiro entrou na casa pulou o muro alto e deu de frente com um cão da raça fila e que por aqueles dias havia contraído a doença da hidrofobia, ou raiva. O cão veio pra cima dele, o mordeu e como era drogado, não se importou entrou na casa e roubo relógio, TV e os aparelhos de som e vendeu por uma ninharia. Morreu algumas semanas depois com a doença da raiva em andamento devendo para a biqueira onde comprava a sua droga.

O segundo entrou mais tranquilo sem o cão e com uma arma em mão adentrou na casa não queria coisinhas. Queria dinheiro, joias a chave do carro a TV de plasma. E encontrou tudo isso e mais a dona da casa, que estava em seu quarto sentada à cama com uma bebida em mãos.  O ladrão entrou apontou a arma para a sua cabeça que abrisse o cofre. Ela abriu, e enquanto abria o ladrão tomou de sua bebida, parecia uísque dos bons. Ele aproveitou e levou a garrafa e todas as joias e mais a TV plasma e a chave do carro. Depois amarrou a mulher. Ele não foi muito longe. Na bebida que tomou da mulher havia barbitúricos porque ela em sua solidão queria se matar, ou enlouquecer de vez. O ladrão enlouqueceu de vez, perdeu a direção e bateu de frente com uma carreta, morrendo esmagado com todas as joias e a tv de plasma que sempre desejou. O carro teve perda total.

O terceiro ladrão entrou na mesma noite, e viu a mulher amarrada e soltou para ela falar onde estava o dinheiro da casa, ela lamentou que ele houvesse chegado tarde. Ele se irritou, mas de relance viu alguns livros na estante de seu quarto.  Parou com atenção e correu os olhos. E se lembrou de que parou de estudar na sexta série justamente quando estava terminado de ler algo relacionado à poesia de Drummond de Andrade. E ali naquela estante estava o mesmo livro. E por um momento de lucidez que lhe tomou, achou que o melhor que tinha a fazer era voltar a estudar e deixar aquela maldita vida.

A mulher se comoveu com o silêncio do ladrão diante dos livros e disse que ele podia levar todos. Ele então aceitou, ela arrumou algumas sacolas e abriu a porta da frente para ele sair.

Anos mais tarde o terceiro ladrão apareceu na mesma casa como um corretor bem sucedido em seu próprio carro e quis agradecer a mulher por ter dado aquela chance a ele. Ela ficou contente é claro. Mas foi ela quem o agradeceu.

- Mas porque me agradece! - disse o terceiro ladrão surpreso com a atitude daquela mulher.

- Por aquela noite! Eu simplesmente vivia uma vida infeliz, meu marido havia me deixado. Tenho todo esse dinheiro e toda a infelicidade do mundo. Eu naquela noite iria me matar, mas o segundo ladrão tomou a bebida e me amarrou. E depois você apareceu e quando o vi parado olhando para os livros encontrei naquele gesto uma vontade de viver, de mudar de vida. E foi uma grande esperança para mim, porque naquela sua vontade de mudar de vida eu encontrei uma razão para viver a minha vida. E sabe qual é essa razão?

- Não.

- Eu passei a dar aulas para presidiários e para as presidiárias. Para crianças desamparadas. Semana que vem será a formatura de minha primeira turma de presidiários e presidiárias. E você está convidado a participar, assim como me convidou a mudar o rumo suicida de minha vida, dando oportunidades a outras vidas de mudarem o destino amargo e incerto que pareciam condenadas. 

Mas não é mesmo que a vida merece ser celebrada?

Por termos consciencia fazemos Arte.


Antes de nós humanos termos uma cidade ou uma casa como conhecemos, descobrimos a arte. Basta ver as pinturas nas cavernas que se encontra em todo mundo feitas pelos nossos antepassados.  Portanto, a arte é inerente ao ser humano. Seja pintando a nave da Capela Cistina, seja fazendo artesanato.
 
A arte é própria do ser humano, o fazer o se expressar; o dizer ou o emocional; o refletir o religar. A arte incomoda, é a primeira a ser perseguida pelos idiotas ditadores. Mas a arte é a resistência da liberdade humana em se expressar em se dizer. A arte resistiu a todos os ditadores, a todas as religiões. A arte resistira.
 
Hoje se pergunta o que mais falta para fazer na arte. Parece que todos os livros foram escritos, todos os quadros pintados, todas as esculturas “Labour-radas”, filmes feitos e músicas compostas. Danças dançadas, e o inimaginável e poético pensado. Mas se a arte é humana, e nos humanos mal nos conhecemos. Então o que esperar?
 
Basta entender que um dia quando ganhamos a consciência ainda que limitada da vida, e a expressamos em paredes de nossas cavernas, criando a arte, então ela nos pertence e quanto mais nós descobrimos o que somos, sentimos e pensamos mais podemos expressar em arte.

Se odeiam com cão e gato ! Velho conceito desfeito!


Passando um dia desses pela rua, encontrei um gato e um cão juntos um ao lado do outro encolhido sob um sol para esquenta-los de um frio típico das manhãs de outono. Estavam sujos, com os pelos grossos e algum grudado típico de animais que não tomam banho e que mostrava que estavam juntos há muito tempo.

Derrepente o cão se levantou e começou a caminhar em busca de algo para comer, o gato então ficou olhando e quando o cão se distanciou e o gato olhou atento esperou um minuto sem pressa alguma se levantou, espreguiçando-se deliciosamente e seguiu o cão. Não, não queria ficar só sem o seu companheiro.  Eu os segui, e pude vê-los juntos mais a frente. Eram companheiros definitivamente eram companheiros. E juntos seguiam pelas ruas de São Paulo.

E juntos destruíram em mim aquela frase que ouvir por toda a vida:

"Se odeiam como cão e gato."

Tá bom!

Momento de mudança em sua vida .


Chega um momento em sua vida que não tem jeito, tudo parece cansativo demais. Desgastante demais. Aconteceu comigo:
 
Depois de 25 anos trabalhando na mesma empresa, chegou esse momento em que não suportava mais acordar no dia e ir trabalhar; não suportava mais olhar para os mesmo rostos e pior de tudo, olhar para o retrato do fundador da empresa, que estava posto em todas as salas com o sorriso de sempre. Dizendo pra gente. “Ai seus babacas, eu venci e vocês”.
 
Mas eu tinha que continuar empregado. Tinha contas a pagar, escola das crianças, e tudo o que a vida moderna nos suga.
Um dia cheguei em casa, cansado e exausto disse para a minha esposa que não queria conversa com ninguém. Tomei um banho demorado e fui dormir cedo. “a psicologia sempre diz que somo demais é fuga” e era mesmo. Eu queria deixar a realidade que estava vivendo. Sei lá fugir para outra dimensão, uma caverna escura ou para ilha da mulher maravilha...
 
E ao contrário de todos os meus desejos, eu me vi num caminho longo que eu tinha que atravessar. Claro que todos os sonhos trazem algo que está dentro de nós. E lá estava eu nesse sonho.
Então comecei a dar o primeiro passo. Depois outro e outro e percorri o imenso caminho. Eram os meus vinte e cinco anos na mesma empresa. E derrepente apareceu em minha frente à mulher maravilha (na verdade era a minha mulher), como eu desejei e ela me disse.
“Olhe a sua frente, há dois caminhos. Escolha um”.
“Não tem jeito, né! Tenho que escolher um e continuar a caminhado”.
Ela me sorriu.
“Se ficar parado, será uma escolha. Mas o caminho está ai”.
 
De alguma forma aquele sonho me deu coragem. Acordei no meio da madrugada e não dormir mais. No dia seguinte a minha mulher, fez um café especial me serviu e olhou para mim.
“Você não dormiu  a noite toda. Bem, não tá dando mais não é mesmo”.
Eu apenas olhei para ela.
“Não pode continuar assim. É o emprego ou sou eu”.

“Bem, não é você, nunca vai ser”.
“Então, parte para outra”.
“Mas e  a casa, as contas”.
“Se continuar como está você morre e ai... Deus me livre. Parte para outra, e se for preciso eu volto a dar aulas... Não posso te perder...”.
E nem eu poderia perder uma mulher dessa. Enfim escolhi o meu caminho.
 
Obs.: (Não vou concluir a história por ser pessoal, não quero influenciar ninguém. Afinal somos livres quando fazemos escolhas).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

UfA! Algo que compense um dia tenso!


Foi semana passada, numa quarta feira meio de semana quando saímos para beber. Na verdade o trabalho estava tenso, uma merda de cobranças. Dessas cobranças em que os chefes em sua incompetência tende a culpar todo mundo. Um saco grande e pesado para se carregar. A vontade mesmo era de mandar aquele cara incompetente ia dar uma volta.

Além do mais uma pessoa, antes até que querida, veio com uma dessas conversas querendo emprestar dinheiro, essa pessoa parecia desesperada por dinheiro e estava mesmo. É o caso clássico de pessoas que gastam mais do que possuem e depois correm o mundo obrigando praticamente os amigos a lhe emprestarem algum, como se todos fossem malditos se não a ajudasse. Eu me neguei e essa pessoa ficou revoltada comigo. Bem! Juntando a tudo isso, o dia estava uma merda. E por isso aceitei o convite para beber. 

Foi dessas saídas após o trabalho em que ninguém planeja nada e por isso não se cria expectativa e todos tensos, porém desejosos de um extravasa, e lá estávamos nós bebendo deliciosamente.   Falávamos de tudo e de todos, é claro. Inevitavelmente do chefe e sua vida sexual. Não que a gente conhecia a vida sexual do chefe, mas naquele instante podíamos falar sim e inventar e concluir o que imaginávamos e o que nem imaginávamos que imaginávamos.  E com isso, mais uma cerveja aqui e outra ali, um assunto aqui e outro ali o dia foi se indo e tão simples e prazeroso como havia começado logo pela manhã em que acordei e tomei um café bem feito e sem expectativa pelo dia, fui vivendo, indo.

Encontrar esses momentos na vida, um café de manhã prazeroso, amigos para sair e se divertir, compensa e muito os tensos minutos que alguns nos causam. Fico pensando como será os momentos do meu chefe. Será que ele tem alguns extravasa ou vive apenas para o trabalho?  Dia desses vou propor a ele vir beber com a gente. Espero não ser odiado por isso...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A sabedoria inocente de se ser moleque.

A vida tem regras! Ou nós criamos regras para viver! Ok! Tudo bem! E em determinado momento da vida nos achamos sintonizados com essas regras e alguns conceitos e por isso nos sentimos mais homens, mais adultos, mais sábios.  E como estou sendo repetitivo, propositalmente, a vida tem sempre um truque a mais para nos surpreender.
Dia desse indo para o trabalho a pé para aumentar a minha resistência e também poupar o planeta do combustível fóssil, eu ao atravessar uma avenida movimentada onde há uma pequena para pedestres sob um rio que corta a cidade, me deparei com um tumulto. Pessoas de varias idades e sexo olhavam para o rio com o ar de uma tragédia.
Rapidamente me aproximei e olhei para baixo sob a ponte como todos estavam fazendo. E vi um pequeno cão, desesperado que havia caído no rio e tentava a todo custo cumprir o seu destino nessa vida, sobreviver.
Algumas pessoas que estavam ali tentava salvar o pequeno cão de modo digamos “inadequado”, jogando até mesmo uma corda na esperança que o cão se agarrasse a ela e enfim se salvar. Mas no desespero se esqueceram de que cão não tem mãos, para se agarrar a corda. Outros jogavam comida, alguns na faziam nada, e outro ligou para o bombeiro.
Mas eis que surge na pequena ponte um menino e seus companheiro vindo da escola ouvindo essas musicas irritantes em seus celulares, e ao ver o cão na margem caída do rio, olhou para a saída de um esgoto próxima a pequena ponte e rapidamente desceu até a imensa tubulação se apoiando a ela e chamou o pequeno cão, que rapidamente o atendeu se aproximou do menino e ele pode resgatar e solta-lo para a vida e a liberdade. O cão saiu saltitando feliz cheirando a tudo e a todos. O menino voltou para os seus amigos com aquela musica infernal e ambos o cão e menino olharam para todos nós com o ar de. Seus babacas porque não pensarão nisso antes.
Pois é! Em algumas situações em nossas vidas nos prendemos tanto ao problema que passamos que nos esquecemos de ver tudo ao redor e sacar que pode haver uma solução simples e imediata. Basta estar despreocupado como o menino.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando Nasce uma paixão

Ele chegou “no meio” da festa, tomou uma lata de Skol, cumprimentou o aniversariante velho amigo, e a viu a certa distancia, sorrindo linda, desejada.

Ela chegou bem antes à festa com alguns amigos, tomava uma Skol falava sobre tudo com os amigos. Ela se perguntou quem era o dono daquele olhar que a devorava e a fazia sentir-se devorada.

A Festa estava animada, feliz, envolvente.

Derrepente apagaram as luzes para acender as velhas e cantar parabéns.

Ele se aproximou para cantar para o amigo.

Ela estava a sua frente.

Ele sentiu o seu perfume,

Ela sentiu a sua presença,

Ele não controlou o seu desejo e aproximou-se mais.

Ela não controlou o seu desejo e se aproximou mais

Ele sentiu a sua presença

Ela sentiu o seu perfume, envolveu-a.

O seus cabelos longos, macios tocaram em sua mão.

Ele não resistiu, inalou o seu aroma.

Ela sentiu que ele gostou e ao sentir que ele gostou experimentou de um desejo

Ele suavemente dominado por seu aroma, tocou em sua mão.

Ela sentiu arrepios

Ele sentiu a maciez de sua pele de seu cuidado,

Ela consentiu

Ele então lentamente foi envolvendo-a com os seus braços

Ela não pode resistir ao desejo de ser desejada

Ele teve certeza

Ela também

Ela se virou

Ele a beijou

Ela também

Ascenderam as luzes o parabéns acabou e todos  calados presenciaram o nascimento de uma paixão.

Que reze a vida

Um acidente mudando a vida do sequestrador do policial e da filha do governador. Que reze a vida http://migre.me/eff2u

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O gato e o “gato”.

"gato" -  no Brasil todas as meninas chamam os homens bonitos de "gato". Ainda nãos e sabe o porque!
 

Beatriz nunca gostou de gatos, sempre preferiu os cães. Mas por desejo de sua irmã mais nova, Ana Carolina que quis um gato. Então os seus pais trouxeram um gatinho pra casa. Para Beatriz aquele gatinho era pura birra de sua irmã e também uma prova de poder que ela mesma em sua tenra idade ia descobrindo possuir e ia se deliciando com isso. Ana Carolina tinha seis anos contras 17 de Beatriz.

 
Beatriz não se importou a principio, tinha outros pensamentos, e como sempre e gostava de fazer, ela despreza Ana Carolina e seu gatinho. Beatriz gostava de dormir, dormia muito, e enquanto dormia gostava de sonhar com os heróis de seus desejos. O vampiro romântico, o astro pop da banda exclusiva, o principie namoro o surfista do momento, o jogador de tal time e ator galã da novela de qualquer horário. Eram tantos em seu desejo povoando os seus sonhos.  Não, não na  escola ninguém era interessante tanto quanto os seus heróis. E nem ali no bairro havia algum menino interessante e atraente que merecesse sonhar com ele. E assim curtia os seus sonhos.

 Ana, não sabia dos sonhos de sua irmã, mas desconfiava de que alguma coisa de bom muito bom a fazia dormir tanto. E por saber de seu poder Ana quis atrair a atenção da irmã. Então levou o seu gatinho pra cama no mesmo quarto que dividia com a irmã. Deixou-o lá miando e miando ecoando irritantemente o seu miado enquanto Beatriz dormia.

Beatriz enfurecida acordou e gritou com Ana Carolina, brigou com ela, e com o gato.

- Mas o quarto é meu também!

-Eu cheguei primeiro você veio de enxerida. – gritou Beatriz.

- Meu Deus do céu! Eu não sei quem é mais infantil aqui! - disse a sua mãe.

 
Ana Carolina chorava, mas sabia que tinha poder. Então tomou o seu gatinho novamente e o levou para o quarto e ele novamente miou e acordava Beatriz. Ela então acordou irritada mais uma vez de seus sonhos interrompidos e brigou com Ana Carolina e seu gatinho. E por final trancou a porta. Ana Carolina não se conformou e começou a bater na porta.

E como toda mãe e mediadora da paz ou tenta dentro de um lar. Tomou Ana Carolina no colo e seu gatinho e os levou passear na praça. Ana Carolina não conformava e sabia que tinha que conquistar o seu quarto e assim quando voltaram da praça.
Beatriz que já havia acordado e se preparava par ir para escola, sorriu vitoriosa para Ana Carolina que se sentiu derrotada e não querendo perder a parada esperou o outro dia para se vingar.

E assim a guerra continuou. E com o tempo o gatinho cresceu e nenhuma das duas irmãs ganhou a guerra, apenas o gato que puxou simpatia por Beatriz. Sabe-se lá o que um gato sabe mais do que a gente sobre uma pessoa.  E com seu chamego passou querer dormir com Beatriz em sua cama. Ele aparecia todas as noites e amaciava o seu canto na cama e quando Beatriz chegava ele estava ali dormindo. Ela o tirava, mas durante a noite ele voltava pacientemente.

 E foi numa manhã irritada com o gato sobre o seu corpo e lhe acordando de seus sonhos com os heróis de seus desejos que Beatriz pegou o gato pelo cangote sobre o protesto de Ana Carolina e saiu porta afora para ir jogar o gato na rua. Ana Carolina vinha atrás protestando sem que Beatriz parasse um segundo para lhe dar atenção. E quando pisou na área externa da casa e abriu o portão para jogar o gato, Beatriz tomou um susto. Um susto que a fez parar e perder o folego. A sua frente estalando a Tv a cabo estava o homem mais lindo que já viu.

 
Ele sorriu com admiração para Beatriz que não disse nada, mas sentiu a sua presença a sua existência abalar de  tudo que sabia até então da vida.
Ana Carolina veio logo atrás e tomou o gato da irmã.
Beatriz deu o gato a Ana Carolina e respirou fundo. De agora em diante nunca mais iria brigar com aquele gato. Graças a ele pode conhecer o gato de sua vida.

 
O rapaz da Tv a cabo então se aproximou e pediu algumas informações para instalar a tv a cabo. Beatriz abriu o portão e deixou-o entrar para instalar a TV. Ele gostou de Beatriz assim que a viu com o gato na mão.
E Ana Carolina, sabia que teria muito para irritar a sua irmã. Graças ao seu gatinho.