domingo, 27 de abril de 2014

Naquela tarde no shopping...


Naquela tarde no shopping...

Ele estava distraído olhando o nada, pensava no carro para arrumar, no cheque para ser descontado, numa coisa qualquer. Era a sua folga, e estava ali apenas para dar uma volta um descanso nas coisas do dia a dia. 
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Ela estava apresada para voltar do almoço, foi comprar um presente para o aniversário da amiga.  E teria que comer alguma coisa. Não tinha tempo para mais nada em sua vida.  E foi pelo shopping atrás de uma comida rápida e barata.

Ele que olhava para o nada, viu a sua presa.

Ela nem o viu.

Ele viu as suas pernas, depois os seus braços suavemente deslizando mesmo com algumas compras em mãos.

Ela olhou para o seu relógio e demonstrou preocupação com a hora que ia passando.

Ele viu que mesmo quando o seu rosto parecia aflito mantinha-se suave e lindo.  Sentiu vontade de ouvir a sua voz. Como seria a sua voz?

Ela se aproximou de uma comida rápida, e pediu um MIX. Hambúrguer, bacons, tomate, ovo, e contra filé na manteiga com pão francês e um guaraná Antártica para beber.

Ele gostou do que viu, ela parecia não temer nada nem mesmo uma alimentação daquelas. E ao se sentar esperando o seu lanche, ele a viu elegante e feminina, como nunca havia reparado em mulher alguma.

Ela, cuidadosamente pegou o sanduiche e deu uma leve mordida.

Ele sorriu.

Ela tomou o guaraná e enxugou o canto da boca com o guardanapo.

Centena de mulheres já havia feito o mesmo, mas nunca alguém que havia o encantado como ela.

Ela olhou para o seu relógio novamente, não daria para terminar de comer. Levantou-se.

Ele ficou triste.

Ela então olhou para ele.

Ele mostrou em seus olhos

O que ela entendeu logo ser seu também.

Amor à primeira vista.

Ela sorriu

Ele se aproximou.

Oi meu nome é Claudio.

Oi o meu é Beatriz.

sábado, 19 de abril de 2014

As vezes enxergamos um rato onde há um elefante e um elefante onde há um rato.


Ou seja enxergamos um probleminha onde há um problemão e um problemão onde há um probleminha.
No curso de nossa existência, ou essa nossa  vida encontrar-se em momentos de dificuldade é algo constante e natural pois não há como existirmos sem  algum conflito pessoal e social. Porque simplesmente vivemos em grupos, numa sociedade e não isolado em uma ilha. Precisamos sempre do outro, amamos sempre o outro, odiamos sempre o outro, brigamos sempre com o outro. O outro é parte nossa assim como somos parte do outro. Não há como existir de forma diferente. Tudo bem! Algumas pessoas se sentem desconfortável em relação ao outro, tentam se isolar em mundos íntimos, sem conversa e sem dialogo constante com os demais. Mas dificilmente  fica o tempo todo só.
Algum momento do seu dia precisara encontrar o outro ao menos para as suas necessidades básicas.  Comer, vestir, dirigir, ir ao médico, ir ao cinema, ter relação sexual, e mesmo que tenha essa relação intima consigo mesmo, estará pensando no outro. Portanto parte de nossos problemas será sempre o outro, assim como somos parte do problema do outro.  Exemplos simples como ;  Deixar uma meia na sala; Não abaixar a tampa da privada; Jogar lixo na rua; Passar em sinal fechado ou comprar drogas que alimenta o crime organizado; E  votar em políticos corruptos ou não si importar com o flagelo do demais.

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E há também os nossos eu, como ser humano como existência. Estamos sempre querendo o melhor, o mais para nós ou às vezes um mínimo. Um mínimo de atenção, de amor, de carinho. Ou um salário mais digno, condições de trabalho , transporte e educação melhores . E tudo isso é natural. Somos assim e não vai mudar.  

E juntando o eu como o outro, estamos sempre querendo e querendo. E ai vem os nossos problemas.

Onde às vezes enxergamos um rato onde há um elefante, e um elefante onde há um rato.

Ou seja, fazemos de um probleminha um problemão e de um problemão um probleminha.

Queremos fugir às vezes de situações terríveis e dolorosas e vamos empurrando com a barriga, ignorando e se defendendo achando que não passa de um ratinho, de um probleminha. Por  medo, dor, e alguns casos preguiça e em outros casos, ignorância e falta de conhecimento de como resolver.  E esse ratinho, esse probleminha que enxergamos na verdade é um elefante que poderá nos esmagar.  E uma hora ou outra ele vai esmagar mesmo, é a sua natureza.

 E o contrário também é verdadeiro. Quando enxergamos um elefante quando há um rato apenas. Mas ai o perigo é maior, porque ao enxergarmos um elefante onde há um rato, e persistirmos nisso por anos, estaremos alimentando esse ratinho que poderá sim se transforma num imenso elefante, ou em alguns casos que já presenciei uma manada de elefante. E ai não sobreviverá ao seu ataque, e se sobrevivermos sairemos tão machucados e destroçados que o tempo talvez nos cure.

Em todos os casos, é preciso ser honesto consigno mesmo e ter um pouco de autoconhecimento. Conhecer os seus sentimentos e limites assim como o do outro. E encarar um elefante quando for um elefante e um rato quando for um rato.