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domingo, 27 de abril de 2014

Naquela tarde no shopping...


Naquela tarde no shopping...

Ele estava distraído olhando o nada, pensava no carro para arrumar, no cheque para ser descontado, numa coisa qualquer. Era a sua folga, e estava ali apenas para dar uma volta um descanso nas coisas do dia a dia. 
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Ela estava apresada para voltar do almoço, foi comprar um presente para o aniversário da amiga.  E teria que comer alguma coisa. Não tinha tempo para mais nada em sua vida.  E foi pelo shopping atrás de uma comida rápida e barata.

Ele que olhava para o nada, viu a sua presa.

Ela nem o viu.

Ele viu as suas pernas, depois os seus braços suavemente deslizando mesmo com algumas compras em mãos.

Ela olhou para o seu relógio e demonstrou preocupação com a hora que ia passando.

Ele viu que mesmo quando o seu rosto parecia aflito mantinha-se suave e lindo.  Sentiu vontade de ouvir a sua voz. Como seria a sua voz?

Ela se aproximou de uma comida rápida, e pediu um MIX. Hambúrguer, bacons, tomate, ovo, e contra filé na manteiga com pão francês e um guaraná Antártica para beber.

Ele gostou do que viu, ela parecia não temer nada nem mesmo uma alimentação daquelas. E ao se sentar esperando o seu lanche, ele a viu elegante e feminina, como nunca havia reparado em mulher alguma.

Ela, cuidadosamente pegou o sanduiche e deu uma leve mordida.

Ele sorriu.

Ela tomou o guaraná e enxugou o canto da boca com o guardanapo.

Centena de mulheres já havia feito o mesmo, mas nunca alguém que havia o encantado como ela.

Ela olhou para o seu relógio novamente, não daria para terminar de comer. Levantou-se.

Ele ficou triste.

Ela então olhou para ele.

Ele mostrou em seus olhos

O que ela entendeu logo ser seu também.

Amor à primeira vista.

Ela sorriu

Ele se aproximou.

Oi meu nome é Claudio.

Oi o meu é Beatriz.

sábado, 19 de abril de 2014

As vezes enxergamos um rato onde há um elefante e um elefante onde há um rato.


Ou seja enxergamos um probleminha onde há um problemão e um problemão onde há um probleminha.
No curso de nossa existência, ou essa nossa  vida encontrar-se em momentos de dificuldade é algo constante e natural pois não há como existirmos sem  algum conflito pessoal e social. Porque simplesmente vivemos em grupos, numa sociedade e não isolado em uma ilha. Precisamos sempre do outro, amamos sempre o outro, odiamos sempre o outro, brigamos sempre com o outro. O outro é parte nossa assim como somos parte do outro. Não há como existir de forma diferente. Tudo bem! Algumas pessoas se sentem desconfortável em relação ao outro, tentam se isolar em mundos íntimos, sem conversa e sem dialogo constante com os demais. Mas dificilmente  fica o tempo todo só.
Algum momento do seu dia precisara encontrar o outro ao menos para as suas necessidades básicas.  Comer, vestir, dirigir, ir ao médico, ir ao cinema, ter relação sexual, e mesmo que tenha essa relação intima consigo mesmo, estará pensando no outro. Portanto parte de nossos problemas será sempre o outro, assim como somos parte do problema do outro.  Exemplos simples como ;  Deixar uma meia na sala; Não abaixar a tampa da privada; Jogar lixo na rua; Passar em sinal fechado ou comprar drogas que alimenta o crime organizado; E  votar em políticos corruptos ou não si importar com o flagelo do demais.

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E há também os nossos eu, como ser humano como existência. Estamos sempre querendo o melhor, o mais para nós ou às vezes um mínimo. Um mínimo de atenção, de amor, de carinho. Ou um salário mais digno, condições de trabalho , transporte e educação melhores . E tudo isso é natural. Somos assim e não vai mudar.  

E juntando o eu como o outro, estamos sempre querendo e querendo. E ai vem os nossos problemas.

Onde às vezes enxergamos um rato onde há um elefante, e um elefante onde há um rato.

Ou seja, fazemos de um probleminha um problemão e de um problemão um probleminha.

Queremos fugir às vezes de situações terríveis e dolorosas e vamos empurrando com a barriga, ignorando e se defendendo achando que não passa de um ratinho, de um probleminha. Por  medo, dor, e alguns casos preguiça e em outros casos, ignorância e falta de conhecimento de como resolver.  E esse ratinho, esse probleminha que enxergamos na verdade é um elefante que poderá nos esmagar.  E uma hora ou outra ele vai esmagar mesmo, é a sua natureza.

 E o contrário também é verdadeiro. Quando enxergamos um elefante quando há um rato apenas. Mas ai o perigo é maior, porque ao enxergarmos um elefante onde há um rato, e persistirmos nisso por anos, estaremos alimentando esse ratinho que poderá sim se transforma num imenso elefante, ou em alguns casos que já presenciei uma manada de elefante. E ai não sobreviverá ao seu ataque, e se sobrevivermos sairemos tão machucados e destroçados que o tempo talvez nos cure.

Em todos os casos, é preciso ser honesto consigno mesmo e ter um pouco de autoconhecimento. Conhecer os seus sentimentos e limites assim como o do outro. E encarar um elefante quando for um elefante e um rato quando for um rato.

quinta-feira, 27 de março de 2014

No curso de nossas vidas.


Manoel por muitos anos passava a suas tardes ali sentado no mesmo banco da praça no final da rua, onde podia olhar o rio calma porem profundo que seguia o seu curso há  milhares de anos, assim como todos nos seguimos o nosso curso no tempo de nossa existência. O rio é muito querido pela sua cidade. A cidade que soube preservar as suas águas e suas margens ainda com a mata original e cheia de vida. A cidade não era grande, mas era sabia.  
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Manoel sabia dessa sabedoria, tinha a sua sabedoria também. E coisa que nunca foi em sua vida foi ser arrogante. Arrogância é igual o medo, sempre nos cega de encontrar coisas maravilhosas. Manoel sentado ali em seu banco olhando as aguas calmas do rio pode ver em suas memorias, um momento para trás, que viveu.  E se lembrou de que ao dizer que nunca foi arrogante estava sendo arrogante.

- É melhor dizer que tenta não ser arrogante! – Disse sorrindo. – A gente é um pouco de tudo nessa vida, não tem jeito!

Manoel se lembrou de que um jovem um dia correndo com sua motocicleta caiu naquele rio.  Ele vinha correndo desesperado e ao fazer a curva perdeu o controle e foi para um lado e a motocicleta para dentro do rio. Não sofreu nada, apenas a motocicleta que foi levada pela águas.  Manoel estava sentado ali, e correu para ajudar o jovem. O jovem desesperado queria se jogar no rio para pegar a moto. Manoel o segurou e disse que seria melhor irem pegar uma corda e amarrar nele para que não se afogasse.

- Qual é velho até você achar essa corda a minha moto se foi. Me larga logo e fica ai no seu banco...  – gritou o jovem que empurrou Manoel e depois mergulhou no rio atrás da moto que já ia  pra longe das vistas.

Manoel ficou irritado com a atitude do jovem e sua arrogância e chama-lo de velho e desocupado. E fez o que o jovem pediu, ficou sentado em seu banco, torcendo para que o jovem se desse mal. Estava   muito revoltado com a atitude daquele jovem.

Algum tempo depois o jovem voltou todo molhado pela margem do rio, desanimado e cabisbaixo.

- Conseguiu pegar a moto! – perguntou Manoel satisfeito.

- Ta vendo ela aqui?

- Não! – disse Manoel satisfeito segurando o seu sorriso de prazer.

O jovem olhou para ele e não disse nada. E foi embora em seu desânimos e tristeza.

Manoel ficou contente, afinal e contas a arrogância daquele jovem o fez perder a moto.  E a noite para comemorar Manoel pediu uma pizza. Não  na pizzaria que pedia sempre. Pediu uma pizza cara, da pizzaria mais cara e famosa da cidade. E quando abriu a porta para receber a pizza, reconheceu o jovem que perdeu a sua moto no rio ainda naquela tarde. Manoel viu que ele estava triste e muito chateado. Era um homem com uma derrota que amargava. Manoel ficou sensibilizado e esqueceu o seu contentamento de antes.

- E sua motocicleta, conseguiu encontrar. ? – Perguntou novamente.

- Não.  E agora vou ter que pagar por ela! Aquela motocicleta é dono da pizzaria. Ele havia me emprestado naquele horário para eu ir ver o meu filho que acabou de nascer.  Eu estava tão feliz, que queria ver logo o meu filho e me descuidei.  Acho que fui rude com o senhor. O senhor me desculpe, mas eu estava desesperado.  Boa noite!

Disse o jovem e se foi. Nem quis a gorjeta. Manoel ficou ali na porta olhando o jovem ir em sua tristeza e na amargura que seria para ser o dia mais alegre de sua vida. Um jovem entregador de pizza não deve ganhar muito. E agora com um filho.

Manoel naquela noite não comeu a pizza e ficou acordado digerindo a sua arrogância em não ter compreendido a situação do acidente do jovem e sua motocicleta.  A gente não pode se deixar levar pela ação do momento, todo momento é a soma de tantos outros momentos. Às vezes ruins e bons.  

Manoel não tinha dinheiro para comprar uma motocicleta daquela para o jovem, mas ligou para alguns amigos que tinham barco e no dia seguinte numa aventura saíram procurando a motocicleta  pelo rio. Levaram três grandes dias longos até encontrar a motocicleta e tira-la das profundezas do rio. Usaram de um pequeno radar e cabo de aço para tirar a motocicleta. A levaram para uma oficina lavou-se a moto e ajustou tudo o que precisava ser ajustado. Esse concerto Manoel pode pagar. E depois entregou na pizzaria sem se identificar. Deixou apenas um bilhete para o jovem.

“Obrigado por me ensinar a não ser tão arrogante. E felicidades com seu filho”.

O jovem soube de que se tratava. E na mesma noite, entregou uma pizza grátis para Manoel com a foto de seu filho e um bilhete.

“Obrigado por me ensinar a não se tão arrogante.”

E ao se lembrar desse momento em seu passado, olhou para o rio e viu o quanto de caudaloso, profundo e suave podemos ser no curso de nossas vidas.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O sol depois da noite.


Parar o veiculo foi à solução sensata que Pedro encontrou naquele momento. No curso da estrada a noite ficou estranhamente mais escura, e como um bônus a mais do destino, a bateria de seu carro arriou. Nem mesmo os faróis estavam ao seu lado, assim como a luz que resolveu esconder-se por detrás das nuvens densas que vinda do sul trazia um resto de frio que a Antártida sopra para o continente. E assim tudo se fez treva.
 

 

Talvez a escuridão que merecia talvez a escuridão que o testava. Talvez a escuridão de alguma razão que não conhecemos ainda e que se faz em um determinado momento de nossa vida, de nosso caminho no destino que é viver.

Talvez uma escuridão para reencontrar a luz?

Pedro Deixou o conforto do veiculo e sua segurança. Poderia ficar ali e esperar amanhecer. O dia em nossas vidas sempre vem, sempre chega.

Mas esperar não é coisa de Pedro e ficar ali certamente o impediria de enfrentar aquela escuridão, de se meter a enfrentar com todos os medos e perigos.  E enfrentar aquela escuridão o atraia, o atraia de forma a desafiar os seus desafios, desafiar o que teme. E desafiar sempre foi o prato predileto em sua vida.  

Caminhou então, atento a todos os movimentos da estrada. Caminho com cuidado a todos os buracos que a noite esconde. Caminhou atento a todos os barulhos e sentimentos que a escuridão nos traz.  Sim estava com medo, com sensatez, e com o tempo na escuridão os olhos vão se acostumando e vendo mais do que via antes, assim como o medo que vai se tornando coerência.

Não é uma jornada fácil. E Pedro se lembrou de seus entes queridos. Deveria voltar para o carro, mas já estava mais longe. Enxergava melhor no escuro. Por alguns segundos pensou ver algum, outros parou e olhou para o lado, algo parecia se mover. Arvores escura apareciam agora animais da noite. E lá no fundo no céu alguma luz da lua clareava nuvens.

Caminhou mais. Deveria ser mais ousado em sua vida, assim como era ali caminhado na escuridão. Deveria ser mais dono de seus sentimentos, como dominou o seu medo ali na escuridão, deveria ser mais ele como foi até ali. Porque todos os medos, não passam de medos apenas.

... Agora respirava mais tranquilo, pisa mais firme com cuidado, mas mais firme. Enfrentou a escuridão, o medo, e lá na frente uma luz de um posto de beira de estrada. Era uma luz, mas era uma esperança. Chegou até ele, comprou agua e café e esperou amanhecer para ligar para o resgate e vir salvar o seu veiculo. Pedro se sentiu estranhamente salvo. Se roubassem o veiculo, foda-se, era apenas um carro. E ele, Pedro, após caminhar na escuridão havia descoberto o quanto era capaz de enfrentar as escuridões do destino.

Sentou-se e viu o sol chegar logo de manhã onde as nuvens passavam lentamente. Era um brilho diferente, um brilho de poder.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pode-se medir a tristeza?

Ana se perguntou quando um amigo a interrogou o porquê ela não chorou na despedida de um amigo querido do trabalho. Afinal, todos ficaram emocionados com as palavras de gratidão, carinho e companheirismo que dirigiu a todos.

“Mas eu fiquei emocionada sim” – respondeu Ana ao amigo.

“Não pareceu!” – insistiu o amigo.

“Mas é preciso chorar lágrimas como todo mundo para mostrar que estamos emocionados, tristes e felizes?” – disse Ana já irritada com aquela insistência.

“Geralmente as pessoas choram sim para dizer que estão tristes  ou felizes.”

Ana não disse mais nada, ficou preocupada. Talvez o amigo tivesse razão. Enfia a festa de despedida do amigo acabou todos foram para a casa. Ana ao se deitar ainda tinha as palavras do amigo em seus pensamentos lhe perguntando constantemente o porquê ela não chorava.

Ana foi buscando sem seus pensamentos e  como a uma conta numa tela digital foi se lembrando das vezes que nunca chorou . Cenas de filme, cenas de novela, . Nascimento de primos e filhos de amigos. Casamento... E... Acho que todos tem razão...

Então Ana se lembrou de sua avó.  A sua alma se iluminou  imediatamente.

O carinho e a segurança do  colo de sua avó percorreu as suas emoções, destravou antigas felicidades presas em seus sentimentos contidos. Felicidade e carinho vivido constantemente ao lado de sua avó. A mesma avó que a criou desde sempre que se lembra.
 
A mesma avó que lhe deu  doces e amor, a mesma avó que sentia ser sua mãe, a mesma avó que amou como mãe e avó . A mesma avó que adoeceu fatalmente e Ana viu definhar durante anos, e mesmo assim não deixou de dar amor.  E quando um dia o ciclo da vida se cumpriu a sua avó morreu. Ana sentiu o tamanho da tristeza de ver a morte de uma avó, de uma mãe de uma amiga.
Ana não suportou tanta dor. Tinha 16 anos, e pela primeira vez em sua vida no corpo, nos sentidos.  Ana chorou então o dia todos do velório, do sepultamento e durante dias e meses a perda da  avó.
Compreendendo assim o tamanho de uma tristeza, não se importando mais com tristeza menores do dia a dia.
Naquela noite ao se lembrar de sua avó, chorou mais uma vez de saudade alegre das coisas boas vividas. A partida dela já não tinha mais importância, se vai mesmo nessa vida. Agora estava bem sabia que não era nenhum ser frio e seco que não chora as suas emoções. A morte de sua avó  lhe lembrava sempre o tamanho de uma tristeza.



 
 

sábado, 30 de novembro de 2013

Quando não há nota destoada.


A guitarra na sua e nem ai para o mundo, gritou os seus acordes.  Imperfeitos, impróprios talvez para bons ouvidos.  Levaria uma década para apreender a tocar como B.B.King. Mas e daí, a cenoura levou milhares de anos para ficar como uma cenoura.  

Do outro lado da rua algum barulho estranho tocou os seus ouvidos. A guitarra ficou de lado, assim como os seus pensamentos. Daiana olhou naquela direção. Uma oficina mecânica um ronco de uma moto arruinou as  notas que tinha em menta para tocar a guitarra. Irritou-se com aquela novidade. Porque um ronco de moto? Porque um cavaquinho, um piano ou mesmo um pandeiro. Era uma moto!

Centena de moto passou pelos seus tímpanos e nunca se importou. Daiana desceu do vigésimo terceiro andar de sua vida, e atravessou a rua.  Uma nuvem parece apenas uma nuvem a nossa desobeservação diária, metidos nos problemas alegrias de nossos mundos íntimos. Beleza!

La estava o barulho a perturbar? Mas o que perturbava... O ronco da moto? Não! A insistência do barulho? Talvez!  E ao chegar Daiane percebeu como a uma composição de Chico Buarque a estranheza das coisas organizadas poeticamente em nosso dia-a-dia, às vezes sem champanhe.

Agora etérea e leve logo após cair de um penhasco do tamanho que se imagina quando cai. Viu a razão de sua irritação! Ops! Curiosidade!

Alfredo! –Nome se sabe bem antes das modas de hoje em dia. Cleversom, Kaique, Luan. – Tinha o seu jeito de acelerar a moto e causar pausadamente uma vez e duas intensas o ronco, o te-te-te-re-te... O bummmm e todas as interjeições que estão em nossa memoria quando se diz moto. Para Daiane, no entanto era único e igual a nada que se lembre. Assustador e gelo derretendo algo que lhe pertencia e escondera na Antártida em sua alma.  

Alfredo olhou para ela e não sorriu. Ao acelerar a moto soube quando Daiane sorriu que eles seriam parceiros.  Daiane sem se importa se era um bom ou não homem, trouxe a sua guitarra e sentou-se ao seu lado. Tocou suavemente que se percebia apenas quando Alfredo nem ai para o mundo acelerava  lentamente a moto .

Aquela oficina anos mais tarde tinha Henrique de cinco anos que todos sabiam seria um bom baterista, talvez pianista... Alfredo e Daiane que nunca estiveram onde não queriam não se importava com as escolhas do filho, que um dia encontraria a sua nota certa nessa vida...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Salvando um amor!


O convivo diariamente com as mesmas pessoas pode nos trazer alguma ausência de percepção em relação ao sentimento do outro. 

Leo se deu conta disso.  E talvez fosse tarde demais, mas não muito tarde o suficiente para poder reverter o quadro.

Leo e Bia estão casados há dois anos, mas namoraram desde sempre. Sabiam muito um do outro, mas a rotina do casamento, as contas para pagar e a manutenção do lar e da vida a dois, começou a atuar mais fortemente e suas vidas, coma a uma pessoa indesejada. Já haviam experimentado isso em alguns momentos de seus namoros, mas era um namoro. E assim como todo namoro cada um volta para sua casa depois de namorar. Agora eles tinham uma casa em comum e uma vida que não estava muito legal.

Leo às vezes deixava de fazer as tarefa que Bia pediu. Não por maldade, mas por não ter tempo. E Bia às vezes deixa de dar atenção a Leo não por maldade, mas o tempo. O Tempo era pouco mesmo.  Então começaram as brigas, os desencontros, às vezes até a falta de interesse de um pelo outro causado pelo stress e por  tantas outras atitudes. E nos últimos meses e mais recentemente últimos dias algo tenso se instalou na relação. As brigas ficaram mais constantes e o com toda briga vem o desanimo.

Leo gosta de Bia e gosta de estar casado com ela e gosta de seu emprego também.  E por todos eles, pensou que deveria fazer algo. E o fez.

Tomou a iniciativa de ir buscar Bia no trabalho e a levou para jantar. Bia estranhou. E por algum instante pensou que aquele jantar não fosse algo tão bom e romântico e. Mas aceitou o jantar.

Leo ficou contente. E pensou que durante o jantar poderiam expor todos os problemas que estavam enfrentando e os dois juntos encontrarem uma solução. Quem sabe se fizessem uma planilha para as tarefas do dia a dia ou entrassem num curso para casais iniciais ou terapia de casal.  E na verdade Bia esperava essa conversa naquele encontro também.

Mas Leo desistiu de todas essas possibilidades e resolveu ser encantador, tentar encantar Bia novamente e deixar que ela o encantasse também. Planilhas? Disso falariam em outro momento! Agora era importante em encontrarem o encanto que o fizeram se apaixonar um pelo outro e depois a cumplicidade para resolverem os problemas do dia a dia que se tornam probleminhas diante do encanto recuperado.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando Nasce uma paixão

Ele chegou “no meio” da festa, tomou uma lata de Skol, cumprimentou o aniversariante velho amigo, e a viu a certa distancia, sorrindo linda, desejada.

Ela chegou bem antes à festa com alguns amigos, tomava uma Skol falava sobre tudo com os amigos. Ela se perguntou quem era o dono daquele olhar que a devorava e a fazia sentir-se devorada.

A Festa estava animada, feliz, envolvente.

Derrepente apagaram as luzes para acender as velhas e cantar parabéns.

Ele se aproximou para cantar para o amigo.

Ela estava a sua frente.

Ele sentiu o seu perfume,

Ela sentiu a sua presença,

Ele não controlou o seu desejo e aproximou-se mais.

Ela não controlou o seu desejo e se aproximou mais

Ele sentiu a sua presença

Ela sentiu o seu perfume, envolveu-a.

O seus cabelos longos, macios tocaram em sua mão.

Ele não resistiu, inalou o seu aroma.

Ela sentiu que ele gostou e ao sentir que ele gostou experimentou de um desejo

Ele suavemente dominado por seu aroma, tocou em sua mão.

Ela sentiu arrepios

Ele sentiu a maciez de sua pele de seu cuidado,

Ela consentiu

Ele então lentamente foi envolvendo-a com os seus braços

Ela não pode resistir ao desejo de ser desejada

Ele teve certeza

Ela também

Ela se virou

Ele a beijou

Ela também

Ascenderam as luzes o parabéns acabou e todos  calados presenciaram o nascimento de uma paixão.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma briga de carnaval.


 
Kaique quis naquele ano passar o carnaval no litoral como a maioria de seus amigos. Viviane quis passar o carnaval nas montanhas em retiro como a maioria de seus amigos. E pronto o impasse estava criado.
Haviam se casado há dois anos e pela primeira vez enfrentavam um desgaste.

- Viviane porque não vamos variar esse ano. Faz cinco anos que a gente passa o carnaval na serra. Como você sempre quer!

- Eu não gosto de gente, muita gente. Quero sossego.

Não havia acordo.
Por fim entre tantos argumentos. Kaique foi para passar o carnaval com os amigos no litoral. E Viviane foi para a Serra da Mantiqueira com os amigos. Aproveitou para descansar, fazer caminhadas sobre remanescentes da mata Atlântica e botar em dia sua leitura de Clarice Lispector que tanto amavas. Realmente ler Clarice Lispector é estruturante.
Kaique curtiu a praia, churrasco, noitadas de carnaval. Realmente a praia é muito relaxante.

Por fim no último dia de Carnaval caiu uma chuva desigual em todo sudeste do país. Kaique e seus amigos conseguiram voltar para a cidade de São Paulo, mas Viviane permaneceu na Serra da Mantiqueira. Houve um deslizamento que impediu que todos deixassem a região. Mas estava tudo bem com ela.  Na verdade Viviane nunca se sentiu tão bem quanto ser dona de seus gostos e prazeres. Mas sentia falta de Kaique.

Ele voltou para casa e se viu só no apartamento. Divertiu-se na praia com os amigos, mas gostava de mais de Viviane. Sentia sua falta.  E aguardava com ansiedade a sua volta. E enquanto isso descobriu um livro de Clarice Lispector que ela tanto gostava. O leu de uma noite a outra.
E descobriu que a simetria de Viviane lhe era fundamental.

Quando ela voltou três dias depois do fim do carnaval. Ele a abraçou demoradamente aliviado em sua alma por te-la em sua vida.

- Você fez falta em minha geografia interna! Sabia!

- Nossa! Você leu Clarice Lispector!

- Li! Eu precisava ter algo de você na solidão dos meus dias aqui! E sabe de uma coisa eu não consegui sair com os amigos nesses dias. Quando saio com os amigos sabendo que você está em minha vida eu fico mais tranquilo, me divirto mais porque sei que há alguém em minha vida.

- Eu senti a sua falta, mas fiquei tranquila lá. Sabia que havia você em minha vida.

Ela então tomou seu tablet e leu uma de sua frase preferida de Clarice Lispector.

 

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.”

 

- Entendeu.

- Claro. Perfeitamente, perfeitamente para mim.

- E para mim também.

Certamente nunca concordariam com tudo e brigaram novamente, mas sabiam que as incompreensões e atritos também existem e que não impedem o que um sentia para o outro.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O acordo de Eliana.

Eliana sabia que podia manter os dois em suas mãos. Para Roger nunca dizia que sim nem não. Para Ângelo sempre o enganava com um sim que queria dizer não.
Namorou Roger. Namorou Ângelo.  Mas queria mais era a sua vida, Eliana não tinha medo de sua vida, medo de viver. E por saber que estava viva e esses dois sempre como a uma sombra hora de dia hora de noite. Dia sim e outro também. Em sua casa, em seu trabalho e seu lazer. Não eles não a deixavam em paz. Estavam sempre lhe procurando por isso ou por aquilo. Mas sempre lhe procurando. Eliana então tomou uma atitude.
Quando começou a namorar Roger Eliana teve que varias vezes ir ao hospital porque Ângelo tentara alguma forma de chamar-lhe a atenção. E quando voltou com Ângelo era Roger que dava os seus escaldá-los.  A vida estava agitada sim, de uma forma ou de outra os relacionamentos não eram monótonos nem cansativos.
Mas enfim, havia a vida além dos dois que Eliana queria saborear.
Então sem dizer a um que gostava muito dele e ao outro também propôs um acordo:
Todas as terça e quinta- feira. Estaria com Ângelo. Segundas e quartas com Roger.
-Mas é as sexta feiras? – perguntou um
-Sábados  e os domingos? – perguntou o outro.
-Amores. Olha só. Sexta feira é dia de salão de beleza. Sábados é o meu dia de balada. E aos domingos é o meu dia de descanso.  Ok.
-Mas Eliana eu gosto muito de você, porque você...
-Olha só Roger. A gente tem que se dar um tempo pra ser feliz. Se eu não ficar feliz, não vou fazer vocês dois felizes. Ok. É o que tem. E  se quiser assim se não...
-Mas ficar com os dois? –  enfim perguntou Roger.
Eliana olhou para os dois com supremacia, dona de sua causa.
-Então me diga! Vocês conseguem viver sem mim?
-Eu aceito. – disse Ângelo. - É melhor ter dois dias da semana do que nenhum.
Roger aceitou também.
-Ótimo, e quem se comportar direitinho nesses dois dias ganha uma sábado por mês para ir comigo a uma balada. Ok.
Todos concordaram.
Acordo feito, Eliana não sabia por quanto tempo ia durar. Mas fosse o tempo que fosse, iria aproveitar.
Não é  algo para se acreditar. Mas é algo para se pensar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Poeiras.

Para muitos poeiras é algo incômodo que causa alergia e irritações nasais.
Mas a poeira pior  é a que infiltra em nossos conceitos e revela o ódio e ira contra o outro.

Dias desses “seletando” os canais da TV aberta, vi um desses caras que ganham dinheiro empobrecendo almas com conceitos religioso financeiros e que entre um versículo e outro ele semeia o ódio entre as pessoas, como fez Hitler e outros monstros humanos.

Sempre pregam contra os sábios, porque Daniel matou 300 sábios. Sempre pregam contras as demais religiões, porque Deus é um só e Deus não gosta de outras religiões. E como íntimos de Deus, sempre sabem o que Deus está pensando. Falam assim, rapidamente, como uma poeira deixando a sua partícula de ódio nas pessoas. Pessoas tão incultas e esfomeadas de fé, que um dia talvez podem vir a  acreditar nesse ódio.

E no final esses caras íntimos de Deus sempre mostram a conta bancaria para depositar a grana o dizimo tão sagrado para eles.
O meu medo é que essas poeiras, um dia se tornam tempestades como o nazismo que era apenas uma poerinha no começo e o qual  poucos acreditavam .

Outras poeiras porem podem nos alimentar de esperança e nos salvar de tempestades.
Como partículas de poeira acredito existir em cada pessoa uma tendência a não fazer mal ao outro, mas compreende-lo. Ainda que pequena em alguns e grande em outros. A história prova isso, com grandes homens que salvaram milhões de pessoas ou apenas uma pessoa; Ou pessoas que até hoje nem mesmo sabemos o seu nome, nunca foi mencionada na história, mas que salvou e ajudou tantas outras. Assim como compreendeu e entendeu a sua diferença e a diferença do outro nessa vida.

Por isso cuidado quando tirar as poeiras de sua alma. Cuidado para não tirar as poeiras do bem e deixar somente aquelas que farão sua vida uma tempestade.

domingo, 3 de junho de 2012

Feridas.

As feridas em meu coração não dizem apenas
A dor das paixões
As feridas em meu coração me dizem
O quanto fui capaz de amar, apaixonar
De experimentar o sentir
Não deixei de gostar por causa da dor
Não deixei de sofrer por gostar
As feridas de meu coração são prova
de que em minuto algun eu hesite
em gostar em me entregar
Não lamento as feridas de meu coração
Não lamento viver.

domingo, 13 de novembro de 2011

A mulher sensual. A mulher carente.


O encontro com uma mulher sensual e uma mulher carente.

A mulher sensual é confiante. Chega perto de você sorri  e diz:
- Legal esse lugar! http://migre.me/sHesy
A mulher carente está sempre com dor.
- Esse lugar é barulhento.
A mulher sensual te olha nos olhos sem medo.
A mulher carente, mesmo ao seu lado está sempre reparando nas outras.
A mulher sensual pede uma bebida junto com você mesmo estando de dieta.
A mulher carente diz que não pode. Tá tomando antibiótico.
A mulher sensual ouve o que você diz.
A mulher carente sempre tem um problema na família. Geralmente com a mãe e discute o assunto com você.
A mulher sensual tem dor, mas não faz disso um assunto.
A mulher carente tem sempre que ir embora.
A mulher sensual ainda continua te ouvindo se ela estiver a fim de você.
A mulher carente sempre tá mexendo no celular.
A mulher sensual o coloca na caixa postal e continua te dando atenção.
A mulher carente sempre está falando mal do chefe, do cunhado, de uma colega de trabalho.
A mulher sensual dialoga com você.
A mulher carente sempre está pedindo carinho com os olhos, proteção...
A mulher sensual diz com olhos para você vir buscar carinho nela.
No final da noite a mulher carente transa com você e mulher sensual se tiver a fim de você  se despede confiante e marca um outro encontro.  http://migre.me/sHduv

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Por que patinamos numa mesma situação?


Em algum período de nossa vida encontramos como que na mesma situação por um longo tempo. Não sei se já aconteceu isso com algum de vocês, mas tendo passado por um momento desses, comentei como alguns amigos e eles  me confirmaram que sim. Num determinado momento de suas vidas, se sentiram impotentes em se livrar de uma situação patinando nela. É mais ou menos como se faltassem dez minutos para deixarmos o trabalho e esses dez minutos parecem nunca chegar.  Você tem que ficar ali, esperando, esperando. 


Algumas pessoas com quem conversei me disseram que não uma mas duas vezes se viram numa situação assim.
Situações  em dificuldades financeiras, numa dívida que parece eterna em saldarmos. Ou um relacionamento que não vinga mas mesmo assim não conseguimos nos livrar dele ou a agonia da perda de alguém muito caro a nós e que não conseguimos aceitar.  Uma doença que não parece ter fim.  E tantas outras situações. Enfim!

Todos nos passamos por um momento assim, porque na verdade é um momento em nossas vidas. E é o momento parte do tempo assim com estarmos vivos aqui e agora  é parte de nossa existência ou de uma existência como um todo.

 
Apreendi em minha ignorância  sobre as coisas da vida que  tudo tem o seu tempo, é frase antiga e já surrada e que muitas vezes nos esquecemos. Tudo tem o seu tempo e tempo tem a sua duração. E qualquer que seja a situação ela parece durar para sempre mas não dura para sempre.
 
Nos angustiamos, ansiosos para que o tempo ruim acabe logo. Nos decepcionamos, entristecemos quando o tempo bom se vai.  É natural, queremos sempre o bom tempo. E ainda que não sabemos o porque a vida produz o dois, tempo ruim e tempo bom.

Eu estou apreendo a compreender os dois: Em tirar alguma lição do tempo bom  e bons momentos  para quando o tempo ruim chegar, saber lidar com ele não se desesperando nem se angustiando, tendo a nítida sabedoria de que ele passara. Assim como aproveitar todo o tempo bom que me vir, sem culpa ou medo. Porque afinal tempo bom e tempo ruim caminham lado a lado como a noite e o dia.  A vida e a morte. Todo tempo rui , todo tempo bom, tem o seu tempo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O conforto de uma situação ruim!

Porque é para muitos tão difícil se livrar de uma situação ruim?

É uma pergunta que devemos fazer, ou se já não a  fizemos em uma determinada época de nossas vidas.
Eu me fiz essa pergunta num momento de minha vida em que não conseguia, me livrar de um relacionamento duro, seco, escuro. Não sei dizer de quem é a culpa: Minha ou dela; de Júpiter que estava na casa astral de Vénus; Do aquecimento Global. Sei-lá! Mas o fato era que não nos dávamos bem.  Quando não era alguma discussão era aquela indiferença do dia a dia, das pequenas coisas que nos irrita,  nos magoa e transforma a vida da gente num composto químico amargo, sem cor e aroma.

E por não conseguir me dar bem com ela, eu levava esse  caos para as demais áreas de minha vida. A minha família, os meus amigos, trabalho, e até mesmo os desconhecidos na rua, na filas do supermercado eram vitimas dessa  situação ruim que eu vivia. Não era justo comigo, não era justo com todos.  Não tinha paciência com coisas simples. Me irritava com pessoas legais e estranhas e até mesmo perdi a gentileza e algumas vezes, terrivelmente o respeito com o outro.

Até que tomei a atitude de dizer que não dava mais e terminamos. O que demorou  muito e   Acho que era  o que ela queria também. 
E dias depois eu me perguntei, primeiramente como fui deixar a situação ir até onde foi. E depois o porque não me livrei desse  relacionamento antes.

A primeira resposta veio daquele sentimento de gostar que temos por alguém e acreditamos que vamos  dar certo em algum momento.  E havia também o meu orgulho de homem, imagine só uma mulher me dando o pé na bunda!  São os conceitos que herdamos e não nos esforçamos nem um pouco em nos livrar dele. Depois a segunda resposta era que não queria me livrar daquele relacionamento porque ele me era cômodo e confortável .

Mesmo com todas as amarguras e estranheza eu sabia como lidar com ela, e mesmo com toda a tristeza estávamos juntos e parti para uma nova etapa de minha vida sem ela, parecia algo impossível, distante, inseguro e que me dava medo até aquele momento.

Somente quando eu senti que não suportava mais, e que a insegurança de se sair de um relacionamento que apesar de tudo se conhece bem o outro, é que pude me libertar . Não foi fácil claro, mas me deu a parâmetros do que é bom para mim ou ruim. Eu parti para novos relacionamentos, sem medo de arriscar o novo.

Encontrei outros relacionamentos  iguais ao que tive, e outros que me acrescentaram muito. Até que romper com a insegurança de se sentir  bem fora de um relacionamento ruim, me fez encontrar a melhor companheira de minha vida e juntos estamos descobrindo o que é gostar mesmo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Segredos de Família.- parte I


Segredos de Família.- parte I

Sabe esses moveis que herdamos da família e que esta na família porque foi herdado em algum momento no passado. Pois bem! Esses moveis podem nos revelar algo que cabe perfeitamente em nosso dia a dia. 
E aconteceu comigo.
Eu estava na casa de uma parenta que faleceu e sua filha estava na duvida do que fazer com uma velha secretária conservada e com muitas gavetas. A primeira decisão era vender o móvel. Depois ao tentarmos abrir as gavetas, encontramos duas bem fechadas. Logo concluímos que deveria haver ali documentos muitos importantes, talvez jóias. A cobiça, sempre a cobiça. Reviramos a casa toda, e não encontramos as chaves. Então pedimos a um chaveiro que fizesse o trabalho e no final da tarde, ao abrir as gavetas encontramos um segredo familiar muito bem guardado por cinqüenta anos.
Eram dois cadernos, feitos diários e bem encapados e conservados. E que revela que a minha tia, viveu um amor secreto até os últimos dias de sua vida:
nunca gostei de Evaldo, cansei com ele porque me deram esse casamento. Obrigaram-me casar com ele." Minha tia começa assim o seu diário.
Ficamos olhando um para o outro surpresos.
... primeira noite foi horrível, nunca senti tanto nojo e dor em minha vida como essa noite. Chorei escondida porque uma mulher tem que se mostrar satisfeita e feliz para todos. Odeio o casamento, odeio a minha família por ter me obrigado a isso."
Não podia ser a minha tia, tão doce e atenciosa com todos e sempre dedica a família.
“... estou grávida e  com  ódio para cozinhar, lavar e passar para Evaldo. Mas fazer o que, sou obrigada. Porque nasci mulher..."
“com a gravidez, estou cada vez mais insuportável com as coisas da vida, mas tenho que suportar. Os carinhos de Evaldo me irritam, mas tenho que sorrir toda vez que ele me abraça e beija."
“Ah, o meu filho tão frágil! ainda bem que é menino!
“Estou grávida de novo! Meu Deus porque isso tinha que acontecer."
Não podíamos acreditar que fosse ela que sentia tudo esse desamor, esse ódio pela vida. 
E então as coisas mudaram.
Conheci Heitor. O novo médico da Santa Casa... ele é lindo, e tem o olhar mais firme que já vi em minha vida. Mais lindo do que Clark Gablo.
Tive outro menino, graças a Deus."
“Heitor é maravilhoso, um homem de verdade. Eu pela primeira vez em minha vida  estou sentindo amor.... A vida é tão maravilhosa com o amor. "
“Ele, me quer todos os dias em sua vida, mas não posso deixar a minha família. Ele foi compreensivo e aceitou. Ele me ama, e não me quer ver sofrer. Eu agora sei o que é o amor.
E isso explica toda a sua doçura e dedicação à família.