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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O sol depois da noite.


Parar o veiculo foi à solução sensata que Pedro encontrou naquele momento. No curso da estrada a noite ficou estranhamente mais escura, e como um bônus a mais do destino, a bateria de seu carro arriou. Nem mesmo os faróis estavam ao seu lado, assim como a luz que resolveu esconder-se por detrás das nuvens densas que vinda do sul trazia um resto de frio que a Antártida sopra para o continente. E assim tudo se fez treva.
 

 

Talvez a escuridão que merecia talvez a escuridão que o testava. Talvez a escuridão de alguma razão que não conhecemos ainda e que se faz em um determinado momento de nossa vida, de nosso caminho no destino que é viver.

Talvez uma escuridão para reencontrar a luz?

Pedro Deixou o conforto do veiculo e sua segurança. Poderia ficar ali e esperar amanhecer. O dia em nossas vidas sempre vem, sempre chega.

Mas esperar não é coisa de Pedro e ficar ali certamente o impediria de enfrentar aquela escuridão, de se meter a enfrentar com todos os medos e perigos.  E enfrentar aquela escuridão o atraia, o atraia de forma a desafiar os seus desafios, desafiar o que teme. E desafiar sempre foi o prato predileto em sua vida.  

Caminhou então, atento a todos os movimentos da estrada. Caminho com cuidado a todos os buracos que a noite esconde. Caminhou atento a todos os barulhos e sentimentos que a escuridão nos traz.  Sim estava com medo, com sensatez, e com o tempo na escuridão os olhos vão se acostumando e vendo mais do que via antes, assim como o medo que vai se tornando coerência.

Não é uma jornada fácil. E Pedro se lembrou de seus entes queridos. Deveria voltar para o carro, mas já estava mais longe. Enxergava melhor no escuro. Por alguns segundos pensou ver algum, outros parou e olhou para o lado, algo parecia se mover. Arvores escura apareciam agora animais da noite. E lá no fundo no céu alguma luz da lua clareava nuvens.

Caminhou mais. Deveria ser mais ousado em sua vida, assim como era ali caminhado na escuridão. Deveria ser mais dono de seus sentimentos, como dominou o seu medo ali na escuridão, deveria ser mais ele como foi até ali. Porque todos os medos, não passam de medos apenas.

... Agora respirava mais tranquilo, pisa mais firme com cuidado, mas mais firme. Enfrentou a escuridão, o medo, e lá na frente uma luz de um posto de beira de estrada. Era uma luz, mas era uma esperança. Chegou até ele, comprou agua e café e esperou amanhecer para ligar para o resgate e vir salvar o seu veiculo. Pedro se sentiu estranhamente salvo. Se roubassem o veiculo, foda-se, era apenas um carro. E ele, Pedro, após caminhar na escuridão havia descoberto o quanto era capaz de enfrentar as escuridões do destino.

Sentou-se e viu o sol chegar logo de manhã onde as nuvens passavam lentamente. Era um brilho diferente, um brilho de poder.